Quarta, 29 Junho 2022

Metas eleitorais

vandinho_leite_tatibeling_ales Tati Beling/lAles
Tati Beling/lAles

Alvo de uma série de críticas do ex-deputado e ex-vice-governador César Colnago quando de sua saída do PSDB, na última semana, o presidente estadual da legenda, Vandinho Leite, resolveu abordar na sessão da Assembleia Legislativa desta segunda-feira (4) as articulações da janela partidária encerrada na última sexta-feira (1). Ele exaltou a formação de chapas do ninho tucano, o retorno de Sergio Majeski (ex-PSB), o mais votado à Assembleia Legislativa em 2018, a formação da federação com o Cidadania, do também deputado estadual Fabrício Gandini, e "a união interna e harmônica do PSDB". No legislativo estadual, a meta do partido é manter as quatro cadeiras atuais, de Vandinho, Emilio Mameri, Marcos Mansur e Gandini. Já na Câmara Federal, a aposta é no próprio Majeski e no ex-prefeito de Vila Velha Max Filho, tendo a chapa integrada ainda pelo presidente da Câmara da Serra, Rodrigo Caldeira, e a ex-vereadora de Vitória Neuzinha de Oliveira, que deixou o cargo de secretária de Cidadania e Direitos Humanos da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos). No caso do palanque ao governo, motivo dos principais disparos de Colnago, Vandinho avisou que o apoio começará a ser debatido no próximo dia 20, na tentativa de afastar qualquer ruído de insatisfação, assim como também o nome ao Senado. Não é novidade, porém, que o PSDB está há muito tempo alinhado com o governador Renato Casagrande (PSB), o que inclusive tirou Vandinho da condição de independente, para votar junto com a base na Assembleia Legislativa. A chance de a legenda não subir nesse palanque, hoje, é considerada...zero!

Só pepino
Ao deixar o PSDB, depois de 30 anos, Colnago reclamou de isolamento e de sequer ser atendido por Vandinho ao telefone. Circulando o Estado para se candidatar ao governo, ele disparou contra o apoio antecipado a Casagrande, sem diálogo interno. Colnago foi para o PSD e acabou também esbarrando em problemas, já que o candidato oficial é o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (ex-MDB).

Ué!
As queixas atuais, inevitavelmente, remetem ao período de Colnago à frente do PSDB. O partido viveu longo período de perdas e conflitos internos, exatamente pela aliança eterna com Paulo Hartung, de quem passou anos subserviente, como queria e trabalhava Colnago. Os personagens não são os mesmos, mas...

Meia-volta
Depois de ter a saída do MDB dada praticamente como certa na última sexta-feira (1), o ex-deputado federal Lelo Coimbra deu meia-volta e ficou no mesmo lugar. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4), junto com a decisão de não disputar a eleição deste ano.

Outro lado
Ex-presidente estadual do MDB e em atrito com a senadora Rose de Freitas, que terminou de esvaziar o partido de vez, Lelo deixou nas entrelinhas sua intenção: "Permaneço no MDB e na trincheira para construir um projeto alternativo para o Governo do ES".

Outro lado II
Lelo é ligado a Paulo Hartung e Guerino Zanon (PSD), que deixou a prefeitura de Linhares para disputar o Palácio Anchieta contra Renato Casagrande (PSB), de quem Rose tenta se cacifar como candidata à reeleição. Ou seja, mais atrito à vista...

E Dr. Hércules?
Pois é, o deputado nada disse nos últimos dias sobre seu destino partidário. Ele deixou o MDB também no último dia do prazo, mas ainda não tinha novo abrigo definido. Com capital alto de votos, restou a música "ninguém me ama, ninguém me quer..."

E Dr. Hércules II?
Nesta segunda, os comentários do mercado são de que Hércules Silveira fez filiação online ao PSB, de Casagrande, que também já estava com a chapa formada. Quer dizer, permanece tudo certo, nada resolvido para o deputado.

Estagnados
A vereadora de Vitória Camila Valadão (Psol) cobra da gestão de Pazolini, por meio de indicação, a concessão de reajuste a todos os servidores públicos. Isso seria possível com a revisão geral anual da remuneração, a última delas feita em 2019, quando o reajuste foi de 4%. Em 2020 e 2021, nada aconteceu, devido à lei federal instituída na pandemia, o que perdeu a validade.

Nas redes
"Vibro alto toda vez que um(a) negro(a) sobe um degrau em nosso país, porque, infelizmente, a despeito de sermos um país de maioria negra, o racismo estrutural segue forte, o que faz com que um degrau para uma pessoa branca seja um Everest para a população negra". Jacqueline Moraes, vice-governadora do Estado pelo PSB.

FALE COM A COLUNA:

Veja mais notícias sobre Socioeconômicas.

Veja também:

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Visitante
Quarta, 29 Junho 2022

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.seculodiario.com.br/