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Sábado, 10 Abril 2021

Nova configuração

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Ainda na repercussão da "dança das cadeiras" efetivada por Renato Casagrande no alto escalão de sua equipe, que tirou do cargo de coordenação do governo um aliado antigo e homem de confiança, Tyago Hoffmann, chamou atenção nessa segunda-feira (1) o discurso do deputado e também aliado, Bruno Lamas (PSB), no plenário da Assembleia Legislativa. Quatro dias depois do anúncio feito pelo governador ao lado da vice, Jaqueline Moraes (PSB), ele comparou: "Sai um técnico de qualidade, entra um político". Isso depois de tecer inúmeros elogios a Hoffmann, substituído na função pelo presidente da Associação dos Municípios do Estado (Amunes) e ex-prefeito de Viana, Gilson Daniel (Podemos). Lamas "lamentou profundamente" a mudança e, ao contrário dos extensos adjetivos listados em relação a Hoffmann, se limitou a dizer que Gilson Daniel "tem capacidade, acredito que sim, fez boas gestões, mas é político". O deputado disse esperar, ainda, que seja mantida a atuação da Secretaria de Governo "no mesmo patamar de desenvoltura, atividade e competência". Embora o próprio Hoffmann tente passar publicamente que a troca não causou nenhum ruído ou desconforto, sua saída de um cargo tão estratégico, mesmo que para assumir uma pasta exclusiva, rende burburinhos nas rodas políticas. Ele agora é um supersecretário, da nova pasta de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento, e atuará diretamente com o empresariado. Já Gilson Daniel, que fortaleceu ainda mais sua relação política com Casagrande nos últimos tempos, colocará o governo próximo dos prefeitos, abrindo campo e alianças para as eleições de 2022. Os dois já assumiram as ações nas respectivas funções, dentro da configuração planejada pela gestão estadual. Agora, é esperar pra ver.

Missão dada
Gilson Daniel, aliás, dá prosseguimento à frente do novo cargo nas articulações para a formatação da eleição para o comando da Amunes, que será realizada no dia 31 de março. A ideia é chapa de consenso.

Missão dada II
Como dito aqui semana passada, subiu nas cotações o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), Victor Coelho (PSB), aliado fiel de Casagrande, e reeleito com 53% dos votos em um polo estratégico do Estado. Mas, da base, tem ainda no circuito o prefeito de Anchieta, Fabrício Petri (PSB), e o de Ibatiba, Luciano Pingo (Republicanos).

Sem incêndio
O governo não deve provocar, como também sinalizado, a polêmica de colocar ex-prefeito como candidato. Almejava o cargo o atual vice-presidente da entidade e ex-prefeito de Nova Venécia, Lubiana Barrigueira (PSB), o que gerou protestos, o principal deles do prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSD). Mas Barrigueira terá seus dias de glória na presidência, assumindo no lugar de Gilson Daniel, até a posse da futura gestão, em abril.

Pautas
O escolhido para a coordenação de governo e Casagrande se reuniram nessa segunda com o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos). Ao que tudo indica, o cardápio foi a própria disputa da Amunes e a estratégia de Erick para não perder o comando do legislativo.

Pautas II
A ação do Pros protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), que pede destituição da atual Mesa Diretora e nova eleição, ainda não teve decisão. Mas o Supremo tem se manifestado contra os interesses de Erick em outros casos. O deputado está na terceira gestão consecutiva à frente da Assembleia. Casagrande já manifestou torcida para que ele não "caia".

Começou mal
A propósito, não bastasse encerrar as sessões mais cedo, como tem ocorrido regularmente, quase não teve quórum na Assembleia em plena segundona e logo no início da sessão. A deputada estadual Iriny Lopes (PT) chegou a pedir verificação. Eram dez parlamentares em plenário, três online, de 30 ano todo. E só não foi derrubada porque apareceram outros "gatos pingados", dois dentro do carro, em trânsito, sabe Deus por quê e pra onde".

Jeitinho
Essas cenas fazem parte das situações questionáveis criadas pela pandemia do coronavírus e seu sistema híbrido de sessão ordinária. Por um lado necessário, para evitar contágios. Por outro, tem deputado que exagera. Entra online de qualquer lugar, garantindo a presença, mesmo que muitas vezes em outras programações.

Mais uma
O deputado Marcelo Santos (Podemos) foi eleito presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação no lugar de Enivaldo dos Anjos. Ele já preside a CPI das Licenças, que deveria investigar as poluidoras Vale e ArcelorMittal, porém, está mais parada que tudo, desde 2019.

'Exs'
Coordenador da bancada capixaba no Congresso Nacional, o deputado federal Da Vitória (Cidadania) se reuniu com dois "exs" nessa segunda-feira (1), para conversas políticas: Luciano Rezende, correligionário e ex-prefeito de Vitória, e Magno Malta (PL), ex-senador. Projetos futuros?

PENSAMENTO:
"Estamos pagando o preço da irresponsabilidade das festas de final de ano e verão". Deputado estadual Sergio Majeski (PSB), sobre o agravamento e crise da pandemia do coronavírus

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