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Quarta, 15 Julho 2020

Numa hora dessas...

mansur_dois_tatibeling_Ales Tati Beling/lAles
Tati Beling/lAles

Antes da pandemia do coronavírus, durante e, sem dúvida, depois! O deputado estadual pastor Marcos Mansur (PSDB) não perde a oportunidade de "chorar as pitangas" pra cima do governo Renato Casagrande. Depois de alguns episódios já registrados no plenário da Assembleia Legislativa, a reclamação da vez, feita na sessão virtual desta segunda-feira (29), foi de que não recebeu convite para participar, pela manhã, da entrega de 60 leitos no Hospital do Aquidabã, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado. Dizendo morar ali pertinho, Mansur pediu, de forma irônica ao líder do governo, Dary Pagung (PSB), que transmitisse a Casagrande sua "gratidão pelo prestígio e consideração" e "ao reconhecimento de sua atuação ao lado da base palaciana". Theodorico Ferraço (DEM), que também é da região, apareceu e disse que soube que o governador estaria por lá, mas achou que não deveria ir, porque perguntou da presença de algum deputado e recebeu negativa como resposta, mas sugeriu a Mansur "passar por cima disso tudo". Já Dary argumentou o óbvio: o governador não inaugurou leitos, pois não é permitido aglomerar, e sim realizou uma visita ao hospital. Mesmo assim, disse que não tinha dúvida de que o secretário da Casa Civil, Davi Diniz, tentou falar com os dois deputados do município, mas não conseguiu. O coronel Alexandre Quintino (PSL) também entrou no enredo, para confirmar a fala do líder, e, no final, para arrematar, Enivaldo dos Anjos (PSD) saiu em defesa da gestão estadual e alegou que "não há nenhuma motivação para que se imagine algum tipo de provocação ou animosidade" tanto em relação a Ferraço como ao pastor Mansur. A visita foi importante, ok! Mas, gente, o "mundo se acabando", e a preocupação é com holofote político e convite oficial? Sinceramente, não precisava nem levar o assunto para o plenário a essa altura do campeonato. E outra: a regra ainda é ficar em casa (os deputados não só podem como devem).

Segue...
Casagrande esteve em Cachoeiro com o secretário de Saúde, Nésio Fernandes. Ao lado deles, o prefeito Victor Coelho (PSB); o subsecretário de Estado de Regulação, Controle e Avaliação em Saúde, Gleikson Barbosa; o superintendente Estadual de Saúde da Região Sul, José Maria Justo; além dos diretores do Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa), que irá gerir a unidade, e do Hospital Evangélico.

'O rejeitado'
No ano passado, que me lembre de imediato, pastor Marcos Mansur reclamou em plenário, primeiro, que não era atendido pelos secretário de Educação, Victor de Angelo, depois por Nésio. Neste último caso, chegou a ameaçar fazer de 50 a 60 discursos críticos sobre a área. Não aconteceu nada.

Recuperada
A deputada estadual Raquel Lessa (Pros), que foi internada após testar positivo para Covid-19, participou da sessão virtual da Assembleia nesta segunda. Boa notícia.

Primeiro lugar
Um mês depois do último levantamento, o governo Casagrande manteve a liderança no Ranking de Transparência no Combate à Covid-19, realizado pela ONG Transparência Internacional – Brasil. O levantamento avalia os níveis de transparência sobre contratações emergenciais no enfrentamento à pandemia de 26 estados e suas capitais, além do Distrito Federal. O Estado ganhou mais dois pontos, atingindo a nota máxima (100 pontos).

Situação x oposição
O resultado foi parar no plenário da Assembleia, puxado por Enivaldo dos Anjos (PSD), o ex-líder do governo mais atual que existe, com eco de Emilio Mameri (PSDB), Dr. Rafael Favatto (Patriota) e Bruno Lamas (PSB). Aí veio a reação...

Situação x oposição II
...Vandinho Leite (PSDB) fez discurso para dizer o contrário, que não tinha o que comemorar, referindo-se mais uma vez ao Hospital Dório Silva, na Serra, e com mais carga em cima de Nésio Fernandes. Mas apareceu com novidade: denúncias de empresas criadas recentemente, segundo ele, para levar os contratos emergenciais de forma fraudulenta, realizados sem licitação. O tucano avisou que apura o caso.

Degrau acima
Ainda sobre o levantamento, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania), resolveu correr atrás do prejuízo. Na quinta posição no último levantamento, de maio, ganhou 30 pontos, mas passou apenas para o quarto lugar no ranking das capitais. A gestão de Rezende totalizou nota 91,1, passando de "bom" para a classificação de "ótimo nível de transparência".

Interrogação
Passados alguns dias da aprovação no novo Marco Legal do Saneamento, movimentos sociais do Estado ainda se perguntam nos bastidores: por que o senador Fabiano Contarato (Rede) votou a favor? Os argumentos, como se vê, não convenceram.

Única esperança
Entre ele, Rose de Freitas (Podemos) e Marcos Do Val (Podemos), a expectativa era do senador, por sua trajetória até aqui, se colocar contra a privatização da área e do uso da água como mercadoria, defendendo ainda entidades e trabalhadores do setor. Passou longe.

PENSAMENTO:
"Agora eu compreendo que agitação não é vida. É vaidade". Letícia Lanz

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