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Quarta, 03 Março 2021

'Respingos' em 2021

torinomarques_ales_tatibeling_ales Tati Beling/Ales
Tati Beling/Ales
Depois de Sergio Majeski (PSB) e Capitão Assumção (Patri), o deputado Torino Marques (PSL) voltou a protestar no plenário da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (15), contra o não pagamento de emendas apresentadas ao Orçamento 2021 pelo governo do Estado. Ele já havia demonstrado insatisfação diretamente a Renato Casagrande durante a prestação de contas da última semana, quando foi sinalizado um diálogo e disposição da gestão estadual de solucionar a questão, o que ele afirma não ter acontecido. Agora, com o Orçamento já liquidado após a aprovação nessa segunda - pasme! - em menos de três minutos, Torino reforçou que emendas de sua autoria também foram remanejadas, sem sua autorização, e disparou contra o secretário da Casa Civil, Davi Diniz, a quem acusou de ter ligado para três instituições que seriam beneficiadas (entidades de serviços essenciais e Apaes) para comunicar que não receberiam a verba. "Absurdo", "rasteiro", "leviano" e "perseguição infantil" foram alguns dos termos utilizados pelo deputado, que seguiu mirando em Diniz, com "sobra" também para Casagrande. "O secretário interferiu em prerrogativas de deputado. Ele foi eleito pelo o povo? Para qual cargo, mesmo? Quantos votos teve?", ironizou. Antes e depois, o Orçamento segue com coro de descontentes. O ano legislativo está no final, mas os problemas, pelo visto, não!

Recapitulando...
Nessa segunda, já havia se posicionado contra, também, a deputada Iriny Lopes (PT), mas com ênfase na aprovação da peça sem debate. Já na prestação de contas, Torino, além das emendas, falou da condução da gestão por "interesses pessoais" e "tratamento desigual dos parlamentares", trocando "cutucadas" nas entrelinhas com o governador. Ele integra o grupo de oposição ao governo na Casa.

Lista extensa
Majeski, que tem feito questionamentos sistemáticos à política educacional, abordou mais um assunto nesta terça. Ponto um: a implantação do horário integral de sete horas em algumas escolas. Ponto dois: a alteração da carga horária do ensino médio, cumprindo lei aprovada no Governo Temer, que reduz a quantidade de aulas em filosofia, sociologia, artes e educação física.

Abismo
A propósito, cada vez mais, Majeski aponta a condução da pasta pelo atual governo como semelhante à atuação da gestão passada de Paulo Hartung, adversário de Casagrande, o que amplia o abismo partidário entre os dois.

Reação
Bruno Lamas (PSB), que muitas vezes tem atacado de líder do governo em plenário, no lugar de Dary Pagung (PSB), apareceu na sequência e elogiou o secretário de Educação, Vitor de Angelo, e sua equipe.

Nem um, nem outro?
Em Cariacica, nos bastidores políticos, comentários dão conta de ruídos para a escolha do próximo secretário de Saúde. É que o prefeito eleito, Euclério Sampaio (DEM), agregou dois doutores em seu palanque no segundo turno: Dr. Helcio (PP) e Dr. Heraldo Lemos (PCdoB), derrotados na primeira fase da disputa. Como irá acomodar os dois, ainda não se sabe. Até mesmo porque...

Nem um, nem outro II?
... há quem diga, ainda, que pode ser um terceiro nome, ligado ao secretariado estadual. Já pensou?

Na expectativa
Desde a campanha eleitoral, os dois vêm sendo apontados como prováveis secretários. Dr. Heraldo Lemos, inclusive, comprou uma briga partidária para subir no palanque de Euclério. O PCdoB chegou a emitir nota crítica, já que ele contrariou a decisão de apoiar Célia Tavares (PT).

Então, tá...
Aliás, a informação dada por Euclério ao jornal A Gazeta nesta terça, de que manterá os atuais secretários José Roberto Martins Aguiar, de Educação, e Carlos Renato Martins, de Finanças, chama atenção. O principal cabo eleitoral de Euclério foi o deputado estadual Marcelo Santos (Podemos), adversário do atual prefeito Juninho (Cidadania), com quem os dois estão trabalhando há anos.

Empresariado
Neto Barros, o único prefeito comunista do Estado, vai assumir, quem diria, um conselho (Economia Criativa) na Federação das Indústrias do Estado (Findes), que representa os interesses das grandes poluidoras e do empresariado no Estado. Ele encerra o segundo mandato neste mês.

PENSAMENTO:
"Não há verdade verdadeira que não seja subjetiva, isto é apropriada". Soren Kierkegaard

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