Sexta, 21 Janeiro 2022

Correios ajuíza Dissídio Coletivo no Tribunal Superior do Trabalho

Caminhada_em_defesa_dos_CorreiosCreditosSintect Sintect

Na manhã desta terça-feira (25), os Correios ajuizaram um Dissídio Coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo a empresa, a iniciativa foi necessária por "não haver acordo com as entidades representativas, mesmo os Correios tendo se colocado à disposição para negociar o Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021". Entretanto, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Prestadoras de Serviços Postais, Telegráficos e Similares do Espírito Santo (Sintect-ES), Antônio José Alves Braga, afirma que não há diálogo por parte dos Correios, fazendo com que a greve permaneça em nível nacional. 

A greve começou em 18 de agosto. Antônio informa que, no Espírito Santo, o movimento paredista teve adesão na Grande Vitória e está se espalhando pelo interior. Ele diz ainda que trabalhadores de Linhares e São Mateus, no norte do Estado, aderiram hoje à greve, assim como de Venda Nova do Imigrante, na região serrana; Castelo, no sul, e outros municípios do interior.

O presidente do Sintect-ES destaca que a greve se faz necessária também por causa da decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (21), que manteve liminar do ministro e presidente do Supremo, Dias Tóffoli. Essa liminar suspende uma decisão do TST que havia aprovado a vigência do Acordo Coletivo por dois anos.

Com isso, a negociação de 2020 não contará automaticamente com os mesmos termos acordados em 2019. "A decisão do STF não nos surpreendeu, embora alguns trabalhadores tivessem esperança de algo diferente. A falta de diálogo de Dias Tóffoli com a categoria já prenunciava isso. Nos pareceu uma decisão política, alinhada com o Governo Federal", avalia. 

Antônio ressalta que os Correios querem retirar 70 das 79 cláusulas do Acordo Coletivo. As demais querem que seja reeditada. "Sobre o plano de saúde, constaria na cláusula que ele poderia ser mantido, mas não garante que isso aconteça nem estabelece percentuais de participação. No caso do tíquete alimentação, também diz que pode fornecer, mas não dá garantias, e, inclusive, afirma que pode suspender o fornecimento em virtude de crise econômica no país", critica.

Os trabalhadores dos Correios irão realizar atos no interior para chamar atenção das pessoas para suas reivindicações e mostrar como a privatização da empresa pode ser prejudicial para a população. "Pensamos em atos de cunho solidário, como campanhas de doação de sangue, já que as doações reduziram durante a pandemia da Covid-19", afirmou.

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