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Terça, 02 Março 2021

Sindicato vai intensificar diálogo com a classe política contra reestruturação do BB

restruturacao_BB_CreditosSindibancarios Sindibancários

Na próxima semana, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários) irá intensificar o diálogo com parlamentares capixabas, bem como com prefeitos e a gestão de Renato Casagrande (PSB), para apontar os impactos que a reestruturação do Banco do Brasil pode trazer para o Estado. A ação foi deliberada na plenária realizada nessa quinta-feira (11), devendo ser feita também por entidades sindicais que representam a categoria em todo o restante do país.

Foto: Sindibancários

A diretora do sindicato, Maria Gorete Barone, afirma que esse diálogo já começou, tendo sido feito até o momento com o prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi (PSC); a deputada estadual Iriny Lopes (PT), o deputado federal Helder Salomão (PT); e a assessoria do deputado federal Ted Conti (PSB). Todos eles receberam uma carta por meio da qual os trabalhadores do Banco do Brasil destacam os impactos econômicos e sociais da reestruturação.

No documento, o sindicato informa que, no Espírito Santo, de acordo com informações preliminares repassadas pelo banco, a reestruturação pode afetar 17 agências, sendo que oito ou nove podem ser fechadas, outras quatro convertidas em postos de atendimento, e mais quatro transformadas em Lojas BB, nas quais não há guichês de caixa. A entidade afirma que a instituição financeira tem papel estratégico no desenvolvimento econômico e social do país, sendo o principal financiador da agricultura familiar.

"No Espírito Santo, 75% das propriedades agrícolas são de base familiar, de acordo com último Censo Agropecuário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizado em 2017. São cerca de 80.775 propriedades e 213.557 trabalhadores envolvidos. O fechamento de agências do BB representa, portanto, um forte impacto social e econômico principalmente nessas comunidades dependentes da agricultura familiar e pode representar o fim de muitos negócios locais", diz o documento.

O sindicato aponta que o fechamento de agências e a transformação de outras em Lojas do BB ou postos de atendimento reduzirão e até mesmo representam o fim da oferta de serviço bancário para a população, principalmente nas pequenas cidades, onde muitos recebem atendimento bancário somente em unidades físicas do BB. "É inegável que o investimento em tecnologia facilita o acesso a esse tipo de serviço, com a oferta de atendimento via internet. No entanto, é preciso considerar a dificuldade que boa parte dos brasileiros ainda tem no uso das novas tecnologias, além do acesso restrito a elas", defende o documento.

O Sindibancários denuncia que, desde o dia 11 de janeiro, quando foi anunciada a reestruturação, os bancários trabalham sob o clima de medo, apreensão e indignação. "O descomissionamento da função de caixa reduzirá drasticamente o salário dos funcionários afetados. O fechamento e a transformação de agências resultarão ainda na transferência forçada de muitos bancários para outras cidades ou até mesmo estados", diz.

Além da entrega da carta, foi deliberada na plenária a manutenção do estado de greve. Gorete informa que, na próxima sexta-feira (19), haverá um ato, mas, como ele irá acontecer, será decidido em uma nova plenária, na véspera. A reestruturação prevê demissão de mais de 5 mil funcionários, o fechamento de 361 unidades, entre agências e postos de atendimento; e o descomissionamento dos caixas e de outros bancários que exercem funções comissionadas.

Negociações com o Banco do Brasil

Os trabalhadores do Banco do Brasil já fizeram duas paralisações contra a reestruturação. Depois disso, a instituição financeira deu início às negociações, que começaram nessa segunda-feira (8). Entretanto, afirma Maria Gorete, elas não avançaram devido à intransigência do banco. O BB propôs prorrogar a gratificação dos caixas para o dia 9 de abril, o que não foi aceito pela categoria.
Paralisação contra a reestruturação. Foto: Sérgio Cardoso

O banco exigiu, ainda que, fossem retiradas todas as ações contra o fechamento de agências e também aquelas relativas à retirada da gratificação dos caixas. Gorete afirma que a proposta não atende à demanda dos bancários. 

Bancários do Banco do Brasil aprovam nova paralisação contra reestruturação

No primeiro protesto, em janeiro, foram fechadas 18 agências no Estado, seis unidades administrativas e a superintendência 
https://www.seculodiario.com.br/cidades/bancarios-do-brasil-aprovam-nova-paralisacao-para-10-de-fevereiro

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Comentários: 1

Carlos master em Domingo, 14 Fevereiro 2021 16:02

Agora essa turma do BB acordou né,eles si achavam os donos do bancos quantas vez prececie pessoas que ia ao banco tira dúvidas sobre recebimento de salários e outros coisas e eram recebido com desprezo agora vcs ,agora o apadriamento acabou bando vão ter que ter capacidade pra trabalhar na iniciativa privada parabéns nova diretoria do BB manda esses encoria pra rua???

Agora essa turma do BB acordou né,eles si achavam os donos do bancos quantas vez prececie pessoas que ia ao banco tira dúvidas sobre recebimento de salários e outros coisas e eram recebido com desprezo agora vcs ,agora o apadriamento acabou bando vão ter que ter capacidade pra trabalhar na iniciativa privada parabéns nova diretoria do BB manda esses encoria pra rua???
Visitante
Quarta, 03 Março 2021

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