
Na ânsia de justificar as sucessivas negativas em sequer sentar-se com a Polícia Militar para negociar o reajuste da categoria, defasado há sete anos, o governador Paulo Hartung subiu no palanque durante a entrevista na Globonews com a jornalista Miriam Leitão, e falou o que bem entendeu. Sobrou até para o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, também do PMDB, criticado por Hartung porque, ao contrário dele, se antecipou ao primeiro sinal de greve e ofereceu 10,22% de aumento aos servidores da Segurança. O recado de Hartung, na ocasião, era de que Pezão estaria seguindo um caminho errado, ruim para o País. Poucos dias depois, veio a resposta. Nesta segunda-feira (13), no blog da mesma jornalista, Pezão alfinetou o governador: “Por que o Paulo Hartung não vende as empresas do Espírito Santo? Ele tem empresa de gás, empresa de água, tem banco. É muito fácil falar”. O governador do Estado está muito mal acostumado, mas geralmente é assim: quem fala o que quer, ouve o que não quer!
Em cadeia
Essas reações ao discurso ensaiado do governador começaram primeiro por aqui, com origem tanto da população como de parte da classe política. Agora começam a pipocar também em nível nacional, campo em que Hartung vinha sendo ovacionado há dois anos, após muito investimento em marketing.
Segue…
No caso de Pezão, Hartung achou mesmo que não ele ficaria calado? Com o detalhe dos efeitos políticos dessa troca de rusgas, já que os dois são do PMDB.
Engasgado
Alguns deputados estaduais partiram para cima do governo na sessão desta segunda na Assembleia. Com críticas duras, rebateram a acusação de que uma reunião com 21 parlamentares atravessou a negociação com o movimento das mulheres de PMs. O mais incisivo foi Da Vitória (PDT), acusado de incitar a greve por motivações políticas.
No automático
Sérgio Majeski, outro a se pronunciar nesse sentido, certa hora pediu desculpas por se referir várias vezes ao secretário de Segurança como secretário de Educação. Com mandato focado na área educacional, ele se justificou: “força do hábito”.
Quanta diferença…
Sobre a tal “Caminhada da Paz” organizada pelo prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS): A Gazeta disse que o ato reuniu cinco mil pessoas em Camburi nesse domingo (12), já A Tribuna cravou 20 mil (números seriam da própria prefeitura). No site da prefeitura, “mais de cinco mil”. Esqueceram de combinar, hein!
Degrau acima
Em meio ao caos da segurança pública, assumiu a Secretaria de Estado de Esportes o medalhista olímpico Fábio Luiz. Ele estava na subsecretaria e passa a ocupar o cargo de Edilson Barboza, interino.
Sombra e água fresca
A prefeitura de Vitória exonerou do cargo em comissão de gerente de Vistoria e Fiscalização, a servidora Adriana Barcelos Sossai Zaganelli, para acomodá-la em outra função. Ela passa a responder, agora, pela gerência de Educação para o Trânsito. Um lugar com sombra e água fresca, longe dos pepinos dos táxis. Para quem não se lembra…
Sombra e água fresca II
…Adriana foi figura central da Setran no resguardo dos grandes administradores de placas de táxi de Vitória. Frequentou a CPI da Máfia dos Guinchos e dos Táxis na qualidade de investigada. E defendeu com unhas e dentes a lisura da gestão Luciano Rezende (PPS), mesmo com os fortes indícios de irregularidades nos contratos de permissão de táxi e na licitação que distribuiu 108 novas placas. Depois da tempestade…
Silêncio
A Assembleia Legislativa fez um minuto de silêncio na sessão desta segunda pelo falecimento da sogra do deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), Rosa Rangel da Silva, mãe de sua esposa e ex-deputada federal, Sueli Vidigal. O velório e enterro foram realizados nesta tarde, no Cemitério Jardim da Paz, na Serra.
Nas redes
“Então não haverá anistia para os PMs? E para o governador, haverá? Ou já podemos pedir o impeachment? Numa situação em que todos erraram de alguma forma, ‘pau que dá em Chico tem que dar em Francisco também”. (Deputado estadual Sérgio Majeski – PSDB – no Facebook).
PENSAMENTO:
“O fraco rei faz fraca a forte gente”. Luís de Camões

