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Em suspensão

Até o próximo dia 21 de junho, quando acaba o prazo para as inscrições dos interessados na vaga do conselheiro aposentado Marcus Madureira, a sempre polêmica disputa pelo Tribunal de Contas do Estado entra em um momento de aparente suspensão.

Mas se por fora a discussão parece fria, nos bastidores o clima continua quente. O favorito à vaga é o líder do governo Sérgio Borges (PMDB), que já conta com 20 assinaturas de apoio no plenário da Assembleia para sua indicação. Mesmo com o tom ameaçador do presidente da Casa para tentar barrar a candidatura do peemedebista, Theodorico Ferraço (DEM) vai encontrar muita resistência no plenário para evitar a candidatura de Borges.

Cláudio Vereza (PT) vai se inscrever, mas tem resistência no plenário e dificilmente os colegas vão aceitar indicar o petista para o cargo. Hércules Silveira (PMDB) pode indicar um cidadão comum para o cargo. Mas convencer os colegas a aceitar a ideia do conselheiro cidadão vai ser muito complicado, até porque o projeto que permite a indicação adormece nas gavetas da Casa.

Para os meios políticos a indicação de Sergio Borges já parece um fato consumado. Faltaria resolver as pendências judiciais, mas pelo volume de apoio à candidatura do deputado, deve haver alguma sinalização de que as coisas vão ficar dentro do previsto. Até porque isso também envolve o retorno já acertado com o governador de Esmael Almeida (PMDB) para a Assembleia na vaga de Sérgio Borges.

Depois das inscrições e dependendo da deliberação da Mesa Diretora da Assembleia sobre a liberação ou não da candidatura de Borges, o clima pode alcançar temperaturas muito altas. De qualquer forma, a situação deve ser resolvida antes do recesso parlamentar em meados de julho.

Fragmentos:

1 – A nomeação do ex-prefeito de Guarapari Edson Magalhães no gabinete do presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), trouxe repercussões negativas que podem respingar no plenário.

2 – Se a relação de Ferração com os demais deputados já não é um de mar de rosas, a nomeação do aliado “ficha-suja” deve causar reações no plenário da Casa, públicas ou nos bastidores.

3 – Mais do que o desgaste de ter um “ficha-suja” no gabinete da presidente, o temor vem do capital eleitoral de Edson Magalhães. Com três vagas a menos na eleição do próximo ano, o ex-prefeito de Guarapari é uma ameaça real para os postulantes à reeleição. 

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