Enquanto o Rio de Janeiro se movimenta para buscar compensações para as perdas dos repasses dos royalties do petróleo, o governo do Espírito Santo se movimenta no sentido de salvar seus aliados. Com a redução dos recursos do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), o governo criou uma série de meditas para garantir a operacionalidade do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes).
Conseguiu mais do que isso. Com as medidas, o presidente da instituição, Guerino Balestrassi, vai se transformar no homem do caixa para o empresariado. Com uma medida vertical e antidemocrática, o governo deu poder de decisão sobre os financiamentos aos fundapeanos, estadualizou o Fundo de Recuperação Econômica do Estado (Funres) e ainda criou o Fundepar. Todos com conselhos e total controle do Bandes, ou seja, de Guerino Balestrassi.
A dúvida que fica é: qual o interesse nesse caso? Será o de garantir uma sobrevivência econômica para o Estado em um período de crise, ou simplesmente dar a Balestrassi o espaço de movimentação no meio empresarial como o qual ele flertou durante a eleição deste ano?
Em ambos os casos, há que se prestar muita atenção no que acontece no banco. Se essas propostas foram aceleradas a poucos dias do fim do ano, isso já coloca uma pulga atrás da orelha. Qual o interesse em fortalecer tanto Balestrassi?
Além disso, há um outro elemento a ser considerado, a vinda de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) para um cargo de integração estadual. Algumas peças desse processo não se encaixam. Fica a impressão de que há um interesse mais profundo que o econômico, mas a quem beneficia? Quais os interesses embutidos nessas medidas?
Essas movimentações do governador Renato Casagrande causam preocupação, pois parecem seguir a mesma linha de seu antecessor, privilegiando grupos, a elite capixaba, seja política ou empresarial, em detrimento dos interesses coletivos. Mesmo em um momento em que o Estado tem de pensar uma política de fortalecimento econômico, prevalece o interesse político. Isso é preocupante.
Fragmentos:
1 – A secretária de Meio Ambiente de Vitória, Sueli Tonini, foi pessoalmente a uma vistoria técnica, juntamente com o sub Ronaldo Freire, para acelerar e dar o licenciamento do loteamento da Dadalto em Goiabeiras Velha.
2 – O local no passado abrigava a Florpac, um espaço verde na cidade que acabou depois de 15 anos de recuperação de uma área, que no passado fora um lixão.
3 – O deputado federal Paulo Foletto (PSB) é cotado para coordenar a bancada. Isso quer dizer que aquela história de ele ser secretario de Saúde não passou de balão de ensaio?

