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Melou o jogo

Já começou a ferver a disputa pela prefeitura de Vitória. A entrevista com Ademar Rocha, do Partido Trabalhista do Brasil, e o Papo de Repórter avaliam essa efervescência de candidatos rumo à corrida à prefeitura da Capital em 2016. Vitória, como se sabe, é a avant premiere da sucessão de Paulo Hartung, em 2018.
 
Cedo demais? Até poderia ser, se o deputado federal Carlos Manato, hoje dirigente máximo do partido Solidariedade no Espírito Santo, não tivesse aprontado, seduzindo o deputado mais votado na disputa à Assembleia em 2014. É isso mesmo, Amaro Neto deve ser o candidato à prefeitura de Vitória pelo Solidariedade (SD), já que o PPS, atual partido do candidato, está a serviço da reeleição de Luciano Rezende.
 
O nome de Amaro no páreo é a notícia ameaçadora que os demais postulantes ao cargo de prefeito da Capital não gostariam de receber. Não é pra menos. Amaro é um campeão de votos que desfruta de uma invejável popularidade conquistada por meio da espetacular audiência que mantém diariamente no seu programa Balanço Geral, na TV Vitória.
 
A entrada de Amaro Neto na disputa chega justamente na hora em que o governador Paulo Hartung (PMDB) aparava as últimas arestas da sua estratégia, já considerando livre da candidatura do ex-governador Renato Casagrande à prefeitura de Vitória. Até esse momento, a única ameaçava que poderia tirar o sono de Hartung.
 
Bem à vontade para ir pra cima do atual prefeito Luciano Rezende (PPS), Hartung sabia que a tarefa não seria fácil, mas sob controle para quem, como ele, dispõe de quadros competitivos pela pluralidade de partidos que tem ao seu bel-prazer.
 
Enquanto a possibilidade da candidatura de Amaro Neto não era sequer cogitada – tanto que inicialmente seu nome estava sendo cotado para a disputa à prefeitura de Vila Velha -, o processo na Capital caminhava para que a candidatura de Luciano enfrentasse o esquema montado por PH. O processo de disputa dava toda a pinta que se desenvolveria por aí.
 
Mas, diante da candidatura levantada de Amaro, o jogo muda totalmente. Luciano, com certeza, será a primeira vítima do deputado. Quanto a PH, vai ter que se fechar novamente no seu laboratório para refazer os seus planos. Ele sabe que a candidatura de Amaro não é linear como a de Luciano. 
 
A estratégia que PH vinha articulando, até então, estava armada para emboscar Luciano em múltiplas frentes. O governador já havia destacado o deputado federal Lelo Coimbra pelo PMDB. No PSDB, o seu soldado seria o vice-governador César Colnago, ou no lugar dele o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas. Hartung ainda teria na manga o ex-prefeito João Coser, sempre pronto para aceitar uma missão de PH.
 
Qualquer um desses nomes, em tese, teria chance de derrotar Luciano. Ainda mais diante dessa pretensa possibilidade do prefeito ter o apoio do ex-governador Renato Casagrande, que tem tudo para não funcionar na hora H. A começar pelo fato de Luciano nunca ter admitido abrir mão da disputa em favor de Casagrande. O que talvez seria mais sensato, considerando que do outro lado do campo está um PH comandando todo um sistema móvel.
 
Para compreender melhor o que significa a entrada de Amaro Neto na disputa em Vitória, recorri a outro fenômeno de mídia. O ex-governador Gerson Camata que, como Amaro, também saiu do microfone de uma emissora de rádio (Rádio Vitória) para chegar no topo do poder. Foi vereador por Vitória, deputado estadual, federal, governador e senador.
 
Camata não se fez de rogado na hora de confirmar as possibilidades de Amaro. “Eu era de rádio, e ele é da TV. Quem começou melhor? Eu ou ele? Ele!”
 
Ouçam o Camata.

Pensamento: “Quem não se comunica se trumbica” (Chacrinha)

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