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Outro tom

 

O prefeito eleito de Cariacica, Juninho (PPS), aproveita que está no comando do município interinamente, por conta de viagem do prefeito Helder Salomão (PT), para sentir o gostinho e colocar a mão na massa. Saiu logo tomando frente em ações que considera problemáticas no município e, de quebra, aproveita para descascar a gestão petista. O atual vice-prefeito de Cariacica subiu o tom das críticas, apontando falhas da prefeitura de maneira mais dura. Com uma queixa aqui, outra ali, dá sinais de que agora sim sente o choque de realidade do “antes e depois” do período eleitoral. Ao mesmo tempo, já vai deixando implícito que seu primeiro ano de mandato difícil, justificando o adiamento de suas promessas de campanha. Ou seja, nada de colocar em prática, principalmente, a isenção do IPTU a moradores que moram em ruas sem pavimentação e saneamento, o que lhe rendeu muitos votos. É assim mesmo que costuma ser: sentado na cadeira, a história muda de figura. O buraco agora é mais embaixo. 
 
Outro tom II
A propósito, com as perdas financeiras previstas para o próximo ano, todo mundo já sabia que essa história do IPTU tinha tudo para ficar na promessa. Mas Juninho batia o pé. Bastou ser eleito, para mudar o discurso. Agora arrumou uma justificativa. Cola?
 
Aliás…
O chororô tem sido a máxima dos processos de transição. Mas a população não quer ouvir berros sobre diagnósticos ruins em áreas prioritárias, pois disso ela já está careca de saber. Os eleitores apostaram no novo e na mudança. Esperam, portanto, conhecer as soluções para os problemas, os resultados. A fase de reclamar e apontar falhas já passou, era na campanha eleitoral. 
 
Chove não molha
As movimentações para a disputa à presidência da Câmara de Vitória estacionaram. Os vereadores articulam entre si, esperando o sinal do prefeito eleito, Luciano Rezende (PPS), mas ele tem receio de entrar na história. Quem vai desatar esse nó?
 
Chove não molha II
Sempre fica uma suspeita de que o vereador Fabrício Gandini (PPS) seria o candidato ideal de Luciano, por razões óbvias. No entanto, ainda não apareceram articulações em favor dele. Pelo menos até agora.  
 
A desejar
Os deputados estaduais, quando querem, fazem um barulho danado. Pena que não sabem escolher bem as prioridades. 
 
Tema urgente
Está na pauta da Câmara dos Deputados, para ser votada em plenário na próxima semana, a reforma política. Entre os pontos, o financiamento de campanha, que passaria a ser exclusivamente com dinheiro público. A falta de transparência nas doações, as diferenças gritantes entre recursos destinados a candidatos, e as relações promíscuas criadas entre doador e classe política são alguns exemplos vivos no Estado que provam a necessidade de debates  sobre a questão. É pra ontem. 
 
Tema urgente II
Vale lembrar que grande parte dos valores empregados pelos candidatos a prefeito no Estado veio dos partidos, sobretudo nas Nacionais. Mas esse dinheiro é oculto, ninguém sabe para onde foi. Ótima estratégia para empresas e políticos, para não serem cobrados depois. Péssimo para a população. 
 
Tema urgente III
E para não fugir à regra, as poluidoras compareceram com força nas duas formas, doações ocultas e diretas, para molhar a mão dos políticos capixabas. Com destaque para Aracruz Celulose (Fibria) e ArcelorMittal. Por essas e outras, fiscalizar e cobrar medidas contra as duas já virou tabu no Estado. Ninguém sabe, ninguém viu. 
 
140 toques
“Agora está valendo: Dilma sancionou a lei dos crimes cibernéticos, finalmente complicando a vida dos piratas da web!”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).
 
PENSAMENTO:
“Em política, as experiências significam revolução”. Benjamin Disraeli

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