O PT divorcia-se do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e contrai núpcias com o governador Renato Casagrande. O partido vai fechado com ele para as eleições de 2014. Até porque, há líderes petistas que acham, que com Casagrande, estão dentro da própria casa.
Para o governo Hartung, o PT foi no embalo da hora. Não havia outro caminho. Os tempos eram outros e Hartung chegou de chicote na mão, produzindo situações excepcionais. Favoreceu logo de cara o PT, desmanchando uma eleição na Assembleia, para entregar a presidência ao deputado estadual Claúdio Vereza.
Há quem diga, dentro do PT, que o partido, por essa época, dobrou-se à realidade daquele momento. A ponto de tornar-se um aliado de toda hora. Conteve a combatividade de suas lideranças sindicais, proporcionando que o ex-governador surfasse à vontade em cima dos funcionários públicos. Na Assembleia, abriu mão até de bandeiras de luta e de situações eleitorais extremamente favoráveis, como tirar o prefeito de Vitória, João Coser, de uma disputa para o governo, em que as chances eram claras.
No ranking eleitoral, admite-se que o capital do PT está no limite de deputado federal. Mas há a pretensão em fazer Coser candidato ao Senado. Vai depender do governador Casagrande. Outros também desejam. A deputada Rose de Freitas, do PMDB, é outra que pretende. E não é conveniente ignorar o governador Paulo Hartung, ainda mais se o cavalo passar arriado.
A posição do PT em entregar-se para o governador Renato Casagrande vai cacifar o governador e deixar PH também na dependência dele. O ex-governador está sem pouso. Nessa eleição municipal, tentou reatar com o PSDB e se deu mal. Foi um tiro no pé.
Além de voltar à velha companhia, o PT dará um salto de qualidade, se Casagrande proporcionar o Senado a Coser. Mas há um castelo de cartas montadas para que o governador mexa, sem desabar.

