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Parece bom, mas não é

Um levantamento realizado pela Brookings Institution, em parceria com o banco americano JP Morgan Chase, coloca a Grande Vitória na cabeceira de uma lista muito perigosa. A região é uma das quatro do País em que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu mais de 50% entre 1990 e 2012.

Esse crescimento seria ótimo se não fossem as variáveis envolvidas. A primeira delas é que os números são artificiais. A opção pela internacionalização da economia, aliada aos efeitos da Lei Kandir, que desonerou as empresas especializadas em commodities, não traz para a região onde as empresas estão instaladas a contrapartida econômica.

Os números são altos, mas não refletem a realidade da cidade, que tem uma arrecadação bem incompatível com a renda per capita apresentada. Essa artificialidade cria um efeito em cadeia e o custo de vida aumenta, além de atrair sérios problemas sociais para as cidades em que os empreendimentos geradores do tal PIB estão instalados.

Outro grande problema da divulgação do levantamento é que ele reforça no mercado político essa ideia de que a salvação da lavoura está na atração de empreendimentos internacionais, prejudicando assim a movimentação do Estado com o governo federal.

A escolha econômica do Espírito Santo no início da década de 2000 trouxe um aprofundamento das desigualdades sociais, concentrou a economia na Grande Vitória e região litorânea do Estado, e diminuiu a visão do governo do Estado sobre a necessidade de apresentar projetos que atendam à população, em vez de buscar apenas mecanismos que beneficiam a elite empresarial.

A cada nova pesquisa nos moldes da Brookings Institution, o Brasil aumenta sua percepção de que o Espírito Santo não é o pobrezinho que seus representantes políticos dizem ser. Na hora de passar o pires, o Estado vai para o fim da fila. Esses dados não servem para a comemoração e sim para a reflexão sobre a agenda política do Estado, ou deveriam servir.

Fragmentos:

1 – A maioria dos prefeitos eleitos da Grande Vitória vai tomar posse no fim da tarde do dia 1º de janeiro. É uma boa ideia, diante do calorão que está fazendo. Além disso, ir para posse na manhã seguinte do Réveillon.

2 – Euclério Sampaio (PDT) toma posse nesta quinta-feira (27), antes dos demais suplentes, porque o titular da cadeira, o prefeito eleito de Aracruz, Marcelo Coelho, também do PDT, renunciou ao mandato antes dos demais prefeitos eleitos.

3 – No apagar das luzes de 2012, mais um escândalo envolvendo prefeituras. Mais uma vez, o prefeito de Aracruz, Ademar Devens (PMDB), aparecerá mal nas manchetes dos jornais.

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