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Protegendo o patrimônio

A Coluna sempre bateu na tecla da proteção das empresas públicas do País. Infelizmente, nas últimas décadas o que se viu no Brasil foi a entrega do patrimônio público à iniciativa privada, com a justificativa de que para combater a corrupção é preciso entregar tudo que se tem. É a velha lógica do camarada que encontra a mulher com outro no sofá e vende o sofá. 
 
Desde o governo Fernando Henrique Cardoso se vê uma tentativa dos setores mais conservadores da política, em entregar a Petrobras ao capital privado. No governo do tucano, se viu uma busca de depreciar a imagem da empresa, com vazamentos e acidentes para lá de suspeitos, com o objetivo de convencer a população de que o governo não tinha mais condição de manter a empresa pública. 
 
Agora, na onda do golpe, novamente a Petrobras vira o alvo dos setores conservadores, com a intenção de matar dois coelhos com uma cajadada só. Por um lado, a Petrobras aparece como o foco de toda a corrupção do mundo, para justificar a derrocada do governo do PT, e de quebra, cria-se as condições para vender a empresa. Se é uma empresa que só contribui para a corrupção, melhor que se entregue à iniciativa privada. Esse é o discurso.
 
Mas, o setor conta com um sindicato forte que vem tentando defender o interesse não só dos trabalhadores, mas de toda a sociedade. Vender uma empresa como a Petrobras seria entregar não só uma área estratégica, a da produção de petróleo, para o capital internacional, como também afetaria um setor forte da economia, trazendo desemprego e subemprego. Isso cria uma massa de reserva de mão de obra, abrindo espaço para o controle do salário e das leis trabalhistas. 
 
O sindicato vem lutando para defender o patrimônio público, com atos dentro e fora da empresa. Vem tentando chamar a atenção da sociedade para a importância da defesa da Petrobras pública. É preciso fazer a sociedade ver além daquilo que se coloca na mídia, como justificativa para a venda. 
 
O que o sindicato vem fazendo no âmbito da defesa da Petrobras, é o que o movimento sindical deveria ter feito em relação à defesa do governo dos Trabalhadores. Não fez, e o deu no que deu. A coluna torce para que o Sindipetro continue seu trabalho e que consiga convencer a população a enxergar o que está por trás de toda essa propaganda negativa da empresa. 
 
Força, sindicato!

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