As mudanças que o governo projeta no secretariado seriam meros reajustes se não fosse a necessidade de substituir o secretário de Segurança, Henrique Herkenhoff. O desgaste que a Segurança produz para o governo já varou a linha da temeridade, o que pode lesá-lo definitivamente junto à população.
Além de ser a única área em que o governador se comprometeu em cuidar pessoalmente. Numa alusão de que a população na viveria mais o caos que experimentou no governo de Paulo Hartung. Já se passaram dois anos, praticamente. E a situação que impera segue os mesmos parâmetros de violência do governo anterior.
De resto, o governo vai trocar seis por meia-dúzia para acolher em seu secretário líderes de expressão, mas que foram perdedores nas eleições municipais . O caso do prefeito Helder Salomão, que vai substituir o seu companheiro de partido, Rodrigo Coelho, na secretaria de Ação Social e Direitos Humanos, e Sérgio Vidigal, que irá para o lugar do seu também companheiro de partido Iranilson Casado, na secretaria de Saneamento.
Fora igualar PT e PDT na sua equipe de governo, no tamanho, só haveria um outro partido para ser contemplado. Seria o PR, do senador Magno Malta. Mas já está representado com o deputado estadual Vandinho Leite na secretaria de Esporte, muito embora, vira e mexe, fala-se que o também o republicano Neucimar Fraga teria vaga assegurada no governo.
No mais, é por conta de perdas que possam ocorrer como saída de secretários para integrar a equipe dos prefeitos eleitos da Grande Vitória, como caso da ida do secretário de Planejamento do governo, Robson Leite para o secretariado de Luciano Rezende.
O que pode alterar esse quadro, mas em termos, é o compromisso que tomou para si o governador em manter Esmael de Almeida (PMDB) na Assembleia. Vai ter que tirar algum deputado para ele entrar, muito embora possa colocá-lo em outras áreas do governo, como, por exemplo, na diretoria da Cesan, já que Esmael é dos seus quadros de engenheiro.
Outras substituições ocorrerão somente se for quebrado o equilíbrio de forças partidárias pós-eleições municipais. A pretensão de Casagrande é mantê-la para que possa chegar às eleições de 2014 com controle da situação, pois se encontra aí o molde de sua reeleição.

