Quando as centrais sindicais foram criadas, em meados da década de 1970, o objetivo delas era unir a classe trabalhadora, independente do segmento – do serviço público, rurais e da iniciativa privada. Por um bom tempo essas centrais, sobretudo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) teve sucesso em promover essa união, criando as federações que agrupavam trabalhadores de segmentos diferentes.
Algumas dessas, do setor privado, perduraram – como as dos trabalhadores metalúrgicos e da construção civil, dentre outras. No entanto, os trabalhadores do setor público debandaram e estão lutando para criar a Intersindical, para substituir a Centra. No Estado, este movimento está sendo capitaneado pelo Sindicato dos Bancários (Sindibancários-ES).
A Intersindical se revelou um instrumento de prejuízo da classe trabalhadora, já que não discute nada e ninguém sabe o que eles buscam para os trabalhadores, a não ser dividi-los em duas categorias: público e privado. A ideia não está errada, mas a forma como ela vem sendo executada é que está causando prejuízo social e político para a classe trabalhadora.
Um exemplo foi o que aconteceu durante o governo Paulo Hartung, que fez os vários sindicatos do setor público de marionetes, negociando com cada categoria em separado, provocando as desigualdades dentro do próprio setor público, fragmentando as negociações.
A solução para essa fragmentação está no reagrupamento dos trabalhadores de todos os setores, construindo uma Central forte, sem querer inventar a roda. É preciso que os trabalhadores entendam – principalmente os dirigentes atuais – que a CUT não pertence a ninguém, mas a toda a classe trabalhadora e isso inclui os trabalhadores do serviço público, principalmente os dirigentes.
Unidade se faz com participação, não com o afastamento.

