Terça, 28 Junho 2022

Professor da Fafi não tem contrato renovado e alunos protestam em Vitória

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Apenas três semanas depois do início do curso de Artes Cênicas na Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música (Fafi), no Centro de Vitória, cerca de 140 estudantes foram pegos de surpresa com uma ligação telefônica informando da interrupção das aulas. O motivo foi a não renovação do contrato do professor Antônio Apolinário, sendo necessária a seleção de um novo profissional, o que motivou um protesto em frente à Fafi na noite dessa terça-feira (24).

Foto: Elaine Dal Gobbo

Os alunos portavam cartazes com dizeres como "cultura gera cidadania" e se posicionavam no semáforo enquanto o sinal estava fechado, onde faziam breves performances artísticas, além de entoar palavras de ordem, a exemplo de "Ô, Pazolini, cadê você? A cultura não vai morrer!", referindo-se ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Conforme relata Antônio Apolinário, o contrato já estava previsto para se encerrar no dia 13 de agosto, mas havia possibilidade de renovação por mais quatro meses, o que não foi feito. A gestão municipal alegou, segundo ele, "questões administrativas", sem se aprofundar na explicação. "É muito triste, as aulas estão lotadas, tem turma na segunda e na terça", lamenta.

Aos alunos, a explicação dada pela Prefeitura Municipal de Vitória (PMV), segundo Gabriel Araújo Ferreira, foi "questões jurídicas e legais".

O estudante afirma que a direção da Fafi alega que enquanto não houver contratação de um novo profissional, as aulas serão ministradas por um professor do Centro Cultural de São Pedro. "E agora? Lá em São Pedro o Centro Cultural ficará desfalcado para suprir a nossa necessidade?", questiona, apontando que a reivindicação é a continuidade do trabalho de Antônio Apolinário. 

Para Gabriel, o ocorrido é "um banho de água gelada no projeto, no incentivo à cultura, no teatro". "A formação de futuros artistas, de futuros atores e atrizes, será prejudicada. Pedimos que não somente a prefeitura de Vitória, mas também o governo do Estado, deem atenção ao artista, a quem quer viver da arte", reivindica.

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