Sexta, 12 Julho 2024

​Petroleiros comemoram suspensão da venda do campo de Albacora

Valnisio_Hoffmann_petroleiro_sindipetro_es Sindipetro-ES

A Petrobras comunicou oficialmente, nesta sexta-feira (9), a suspensão da venda do campo de Albacora, que fica na Bacia de Campos e cuja gestão é da Unidade de Negócios do Espírito Santo. O fato é comemorado pelo Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), que considera uma vitória para a categoria e para a população, uma vez que a entidade sempre se mostrou contrária à venda, por se tratar de um patrimônio público. 

O sindicato, inclusive, move, desde outubro passado, uma ação popular na Justiça Federal contra a comercialização de Albacora e de Albacora Leste, que também fica na Bacia de Campos. "Com a suspensão, ganham os petroleiros, ganha a sociedade, pois o patrimônio público se mantém gerando riqueza e royalties para a população", ressalta o coordenador geral do Sindipetro, Valnísio Hoffman, destacando ainda que a venda do campo "significaria a redução de empregos e renda".

O comunicado da Petrobras de que havia recebido ofertas dos consórcios PetroRio/Cobra e EIG Global Energies Partners/Enauta/3R Petroleum para a aquisição dos campos foi feito em 30 de setembro de 2021.

Hoffman explica que o campo de Albacora é uma área de pré-sal e que o preço estipulado para a venda foi muito baixo, por isso foi movida a ação judicial. Ele acredita que a ação judicial pode ter contribuído para a suspensão da venda, assim como as pesquisas que apontam cenário desfavorável para o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano. O dirigente sindical acredita ainda na possibilidade de suspensão da venda de Albacora Leste.

Além de suspender a venda, a Petrobras optou por manter o ativo em seu portifólio, inclusive, divulgou um projeto de investimento que prevê a contratação de uma nova plataforma do tipo FPSO (sistema flutuante que produz, armazena e transfere petróleo) para o campo de Albacora, em substituição às duas unidades de produção que operam no ativo atualmente, que são a P-25 e a P-31. "É sinal de que o campo tem potencial de produção", aponta Hoffman.

A ação judicial, afirma, terá prosseguimento, uma vez que é preciso que a Justiça averigue se o preço estipulado para venda estava muito baixo, para que os responsáveis respondam por crime lesa pátria. 

O sindicato também move outras ações contra a Petrobras. Uma delas, com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP), pede a suspensão da venda dos ativos da empresa no Estado. Os polos offshore de Camarupim e Golfinho, localizados no litoral norte, são negociados para o grupo norueguês BW Energy pelo montante de US$ 75 milhões, o equivalente a menos de dois meses de produção, segundo dados do sindicato.

Na ação, o Sindipetro pede a paralisação da negociação dos campos Camarupim e Golfinho, até que a Petrobras apresente o valor de mercado dos ativos e o contrato de compra e venda, a fim de contestar os estudos realizados pelo sindicato e aferir a capacidade técnica e financeira do grupo BW. De acordo com a assessoria jurídica do Sindipetro, além do preço baixo de venda, "a operação dos campos, em mar aberto, envolve riscos que não são da expertise da empresa compradora, com grande possibilidade de geração de acidentes ambientais e de trabalho nesta atividade".



Sindicato move ação contra a venda de ativos da Petrobras no Estado

São solicitadas a paralisação da negociação dos campos Camarupim e Golfinho e a suspensão da transferência dos ativos
https://www.seculodiario.com.br/justica/sindipetro-move-acao-contra-a-venda-de-ativos-no-espirito-santo

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