Quinta, 20 Janeiro 2022

Comunidade acadêmica discutirá fragmentação da Ufes na próxima semana

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O Diretório Central dos Estudantes (DCE), a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes) e o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal (Sintufes) realizarão, na próxima sexta-feira (5), uma plenária virtual para debater a proposta de criação de uma universidade federal no sul do Estado, a partir da fragmentação do campus de Alegre. As entidades também reafirmarão, a agentes públicos, sua posição contrária à iniciativa, como já fizeram por meio de notas de repúdio.

Foram convidados para o debate a bancada capixaba do Congresso Nacional, além da Administração Central da Ufes; a diretora do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE), Louisiane Carvalho Nunes; a diretora do Centro de Ciências Exatas, Naturais e da Saúde (CCENS), Taís Cristina Soares; o diretor do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), Luiz Antonio Favero Filho; e da vice-diretora desse mesmo centro, Ana Beatriz Neves Brito.

Segundo o coordenador geral do DCE, Hilquias Crispim, a direção do Ceunes foi convidada devido à proposta de fragmentação desse centro, que fica em São Mateus, norte do Estado. O Projeto de Lei 1964/2021, do deputado federal Neucimar Fraga (PSD), cria a Universidade Federal de São Mateus (UFSM), mas ainda não avançou como o de Alegre. A proposta de fragmentação no sul é do mesmo parlamentar - PL 1963/2021 - e busca a criação da Universidade Federal de Alegre (UFA). A ela, foi apensado o PL 2.048/2021, do deputado federal Evair de Melo (PP), com o mesmo objetivo, mas denominando a instituição de ensino a ser criada como Universidade Federal do Vale do Itapemirim (UFVI).

Hilquias afirma que será realizado "o debate que o governo federal não tem feito". O estudante classifica a proposta de fragmentação como "um autoritarismo, uma tentativa de intervir na Ufes, dividindo a universidade sem destinar nenhum novo recurso". Para Hilquias, "é somente para dividir e dizer que fez algo".


Ele também pontou, na ocasião, que seriam contatados pela universidade agentes políticos, como Casagrande e o presidente da Assembleia Legislativa, Erik Musso (Republicanos), além de representantes da sociedade civil. Em audiência com representantes da instituição de ensino, o governador se propôs a viabilizar uma interlocução com o Ministério da Educação para possibilitar o diálogo e a exposição das preocupações dos dirigentes da Ufes.

O DCE, o Sintufes e Adufes se posicionaram contra a fragmentação após a circulação de um vídeo, no início do mês, no qual o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-senador Magno Malta (PL) anunciam a proposta de emancipação do campus. O vídeo também motivou que o Conselho Universitário se posicionasse, destacando sua crença no fato de que a ação não somente impacta o futuro da Ufes, mas também pode resultar na criação de uma universidade sem condições de sustentabilidade.


O link para participação na plenária será divulgado nas redes sociais que fazem parte do Diretório Central dos Estudantes. A atividade também será transmitida nesses mesmos canais.

Comunidade acadêmica é contrária à fragmentação da Ufes

Projeto de Evair de Melo quer dividir centros no sul do Estado, assim como pretende Neucimar Fraga em São Mateus
https://www.seculodiario.com.br/educacao/comunidade-academica-demonstra-ser-contraria-a-fragmentacao-da-ufes

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Comentários: 2

Edmar de Azevedo Nunes em Sexta, 29 Outubro 2021 21:25

ESSA REUNIÃO É DOS INTEGRANTES DA ESQUERDA, ESTÃO QUERENDO IMPEDIR UMA NECESSIDADE QUE JÁ SE FAZ HÁ TEMPOS, ALIÁS ELES SÓ PENSAM EM POLITICA. AS NOVAS UNIVERSIDADES ESTARÃO MAIS PERTO DA REGIÃO E TERÃO MAIS AUTONOMIA ADMINISTRATIVA, FINANCEIRA E PEDAGÓGICA. MUITO BOA IDÉIA. PARABÉNS AO GOVERNO E AOS DEPUTADOS . VALEU. NÓS TEMOS QUE EVOLUIR E NÃO MANTER RANÇOS VICIADOS. ELES NÃO PREOCUPAM COM A QUALIDADE DE ENSINO.

ESSA REUNIÃO É DOS INTEGRANTES DA ESQUERDA, ESTÃO QUERENDO IMPEDIR UMA NECESSIDADE QUE JÁ SE FAZ HÁ TEMPOS, ALIÁS ELES SÓ PENSAM EM POLITICA. AS NOVAS UNIVERSIDADES ESTARÃO MAIS PERTO DA REGIÃO E TERÃO MAIS AUTONOMIA ADMINISTRATIVA, FINANCEIRA E PEDAGÓGICA. MUITO BOA IDÉIA. PARABÉNS AO GOVERNO E AOS DEPUTADOS . VALEU. NÓS TEMOS QUE EVOLUIR E NÃO MANTER RANÇOS VICIADOS. ELES NÃO PREOCUPAM COM A QUALIDADE DE ENSINO.
João José Barbosa Sana em Sexta, 05 Novembro 2021 20:48

O ES tem uma Universidade que tem sido atacada pela política do governo federal de corte de gastos e de sistematico ataque a ciência e tecnologia. Assim, se de fato a bancada do ES está interessada melhorar a atuação da universidade precisa investir recurso no fortalecimento da UFES ao invés de tentar desmontá-la. É um absurdo esta proposta de criação de outra universidade, se estão sistematicamente boicotando o funcionamento daquela que temos. Desta forma, se houver uma reta intenção de democratizar ainda mais a universidade devemos garantir o pleno funcionamento da UFES dotando todos os seus campos dos recursos necessários para o seu pleno funcionamento. Depois disto, se houver verdadeira vontade política se pode criar outra universidade dotando de recursos materiais e humanos, concurso público para professores e desenvolvimento de um projeto responsável, sem atropelos e devidamente construído com a participação de toda a sociedade capixaba. Inclusive, não podemos esquecer que tem um projeto de Universidade Estadual do ES inconcluso. Então a pergunta é: porque as forças políticas capixabas interessadas supostamente em ampliar o acesso a educação superior pública não se articula para fazer funcionar para valer a Universidade Estadual do Espirito Santo. Com a palavra o governo do estado, os deputados estaduais, federais e senadores. Se houver vontade política isto pode acontecer. Resta saber se existe mesmo esta vontade. Contudo, em relação ao comportamento do Governo Federal sabemos que ele não tem interesse em investir na universidade pública até porque trata-se de um governo negacionista e que se coloca contra a ciência e tecnologia.

O ES tem uma Universidade que tem sido atacada pela política do governo federal de corte de gastos e de sistematico ataque a ciência e tecnologia. Assim, se de fato a bancada do ES está interessada melhorar a atuação da universidade precisa investir recurso no fortalecimento da UFES ao invés de tentar desmontá-la. É um absurdo esta proposta de criação de outra universidade, se estão sistematicamente boicotando o funcionamento daquela que temos. Desta forma, se houver uma reta intenção de democratizar ainda mais a universidade devemos garantir o pleno funcionamento da UFES dotando todos os seus campos dos recursos necessários para o seu pleno funcionamento. Depois disto, se houver verdadeira vontade política se pode criar outra universidade dotando de recursos materiais e humanos, concurso público para professores e desenvolvimento de um projeto responsável, sem atropelos e devidamente construído com a participação de toda a sociedade capixaba. Inclusive, não podemos esquecer que tem um projeto de Universidade Estadual do ES inconcluso. Então a pergunta é: porque as forças políticas capixabas interessadas supostamente em ampliar o acesso a educação superior pública não se articula para fazer funcionar para valer a Universidade Estadual do Espirito Santo. Com a palavra o governo do estado, os deputados estaduais, federais e senadores. Se houver vontade política isto pode acontecer. Resta saber se existe mesmo esta vontade. Contudo, em relação ao comportamento do Governo Federal sabemos que ele não tem interesse em investir na universidade pública até porque trata-se de um governo negacionista e que se coloca contra a ciência e tecnologia.
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