Segunda, 18 Outubro 2021

​Ensino híbrido é aprovado na Ufes apenas para finalistas

ufes_leonardo_sa-6371 Leonardo Sá
O Conselho Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) aprovou a transição para o ensino híbrido, com atividades remotas e presenciais, para os alunos finalistas. A decisão foi tomada em uma reunião extraordinária realizada nessa sexta-feira (3) pelo colegiado. A retomada de parte das atividades presenciais começa a valer a partir do semestre letivo que se inicia em novembro, com uma série de restrições.

A decisão se aplica apenas aos estudantes que estão no fim da graduação. Para estes, poderá ser ofertado de forma presencial o conteúdo prático das disciplinas, decisão que também ficará a critério dos departamentos.

Nos últimos boletins, o Comitê Operativo de Emergência para o Coronavírus da Ufes (COE-Ufes) recomendou a transição da Fase 2, para a Fase 3 do Plano de Contingência, em razão do controle da pandemia no Espírito Santo. No entanto, a resolução aprovada no Conselho foi mais restrita do que a prevista no plano.

"O que foi aprovado não foi a Fase 3, nos termos do plano de contingência, que prevê uma abertura maior, e sim uma autorização para ofertas exclusivas de disciplinas aos estudantes finalistas que dependem dessas práticas laboratoriais presenciais para concluir seus cursos, disciplinas que não são adaptáveis no modo que é esse nosso ensino remoto", explica Hilquia Crispim, coordenador-geral da gestão provisória do Diretório Central dos Estudantes da Ufes (DCE).

O início das atividades híbridas também dependerá da manutenção do posicionamento atual do comitê que, no momento, orienta a transição. Um trecho do parecer da Comissão de Legislação e Normas (CLN), aprovado na reunião dessa sexta, esclarece a recomendação. "Dois meses é tempo suficiente para uma mudança substancial no quadro de transmissão da doença, número de infectados e ocupação dos leitos hospitalares (tanto para melhor quanto para pior), como atestam os quatro boletins quinzenais do COE", afirma o texto.

Na parte administrativa, só serão realizadas de forma presencial aquelas atividades indispensáveis ao apoio e ao funcionamento das didáticas práticas. A efetivação da transição também vai depender de um parecer atestando as condições físicas dos espaços utilizados na retomada presencial, que envolve condições estruturais e de limpeza, que devem estar adequadas ao Plano de Contingência.

"O parecer deverá ser emitido por equipe técnica indicada pela Administração Central com apoio da COE e das Comissão de Biossegurança de cada centro de ensino e deverá ser mantido em posse do Departamento e do Centro que oferecerá a disciplina", informa o documento emitido pela CLN.

A resolução foi aprovada após horas de discussão. A reunião extraordinária teve início às 9h dessa sexta-feira e terminou por volta de 19h30. "Nós tivemos uma reunião bastante longa com intervalo de uma hora pra almoço, mas era um parecer bastante completo, que vem sendo construído pela Comissão de Legislação e Normas desde julho. E nós tivemos as condições, após muito debate interno, de apresentar um parecer ao debate", destaca Hilquias.

Apesar da aprovação, a transição não foi um consenso. As representações discentes, por exemplo, tiveram posicionamentos divergentes sobre a decisão, explica o conselheiro. "Mas essa oferta, com o controle estabelecido sanitário, também um controle a nível de oportunizar os finalistas que concluam sem a necessidade de evasão, nos parece menos pior do que um avanço a uma Fase 3 prevista do plano, que é mais ampla", aponta.

Recomendações para o ensino híbrido

- Uso de máscara obrigatório (preferencialmente as mais filtrantes e recomendadas pelos órgãos se segurança sanitária).

-  Esforço para a Ufes realizar um levantamento próprio da cobertura vacinal dos membros da sua comunidade interna, para decidir por um retorno mais seguro.

- Que a Superintendência de Infraestrutura emita um novo relatório de ações a cada dois meses, para acompanhamento dos avanços realizados.

- Que o COE, as Comissões de Biossegurança dos Centros, com ajuda dos diretores de centro e/ou chefes de departamento e setores, realizem conjuntamente um parecer atestando condições sanitárias de biossegurança dos laboratórios e espaços administrativos com potencial de funcionamento com atividades presenciais.

- As campanhas educativas devem abranger informações e orientações a respeito do uso, armazenamento e descarte de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

- EPIs devem ser fornecidos independentemente da solicitação dos servidores e aos alunos assistidos pelo Programa de Assistência Estudantil (Progep).

- Elaboração de um instrumento de acompanhamento semanal das intercorrências, a ser alimentado com informações pelos Comitês de Biossegurança de cada centro de ensino e diretor de centro. A Administração Central, por sua vez, ficará responsável por auxiliar os centros a resolverem os problemas elencados nos relatórios semanais.

- Promoção pela Administração Central de avaliações regulares sobre o andamento das atividades presenciais, com participação do COE, da Progep, dos diretores e diretoras de Centro, avaliando a possibilidade inclusive de retornar à Fase 2 quando se detectar aumento de casos.

- Instituição de equipe de "Ação Emergencial Exclusiva para a Fase 3" em que as necessidades de manutenção dos espaços em atividades presenciais possam ser atendidas com maior celeridade.

- A partir de consulta a especialistas,  que a Administração Central se esforce por apresentar uma proposta de inclusão dos discentes com comorbidades ou algum outro impedimento, afim de que possam acompanhar as aulas práticas.

- A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) deve continuar a oferecer cursos de formação aos docentes sobre novas metodologias inclusivas.

- Que sejam adotadas medidas de proteção ao uso de bebedouros (distribuição de canecas, por exemplo).

-  As atividades presenciais para técnicos administrativos só devem ser obrigatórias em apoio às aulas práticas presenciais.

- Que os departamentos organizem a oferta das disciplinas concentrando as aulas presenciais em um só dia ou turno para minimizar o deslocamento dos estudantes e permitir a presença nas aulas online.

- Promover a testagem da população interna que esteja em atividade presencial nos quatro Campi.

- Que só retorne às atividades presenciais na Ufes pessoas que tenham completado seu plano de imunização.

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Comentários: 1

Gorila em Segunda, 06 Setembro 2021 08:37

Isso mesmo, não deêm aulas nunca mais, fiquem em casa, quando a universidade acabar por não fazer falta vocês vêm reclamar

Isso mesmo, não deêm aulas nunca mais, fiquem em casa, quando a universidade acabar por não fazer falta vocês vêm reclamar
Visitante
Segunda, 18 Outubro 2021

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