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Sábado, 10 Abril 2021

Operação contra esquema falso de oferta de vacinas cumpre mandado no Estado

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25), a Operação Taipan, com o objetivo de investigar um grupo suspeito de oferecer fraudulentamente, ao Ministério da Saúde, 200 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 em nome de um grande consórcio farmacêutico. São cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal do Distrito Federal, no Espírito Santo, no município de Vila Velha, e Minas Gerais (Paracatu).

As investigações foram iniciadas a partir de notícia encaminhada à PF pelo próprio Ministério da Saúde e apontam que ao menos dois indivíduos, por meio de duas empresas, apresentaram credenciais falsas afirmando terem exclusividade para a comercialização do lote de vacinas.

Além do Ministério da Saúde, identificou-se que a oferta fraudulenta também era feita a outros gestores públicos. 

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, um dos alvos da investigação é o empresário Christian Faria, que se apresentou ao Ministério da Saúde em janeiro deste ano por meio de um email em que dizia ter exclusividade da farmacêutica AstraZeneca para vender as vacinas.

Após o primeiro contato, como também informa a Folha, Faria enviou ao secretário-executivo da Saúde, Élcio Franco, uma mensagem de celular com a oferta. As conversas resultaram em uma reunião realizada em 23 de fevereiro. Mas, antes do encontro, a pasta procurou a AstraZeneca, que negou a existência de contrato com a empresa de Faria, chamada Biomedic, localizada em Vila Velha, porém, sem funcionários registrados.

Os fatos apurados, segundo a PF, se enquadram como crimes de associação criminosa (art. 288, CPB), estelionato em face de entidade pública (art. 171, §3º, CPB), falsificação de documento particular (art. 298, CPB) e falsificação de produto destinado a fins medicinais (art. 273, CPB).

Alerta nesse sentido já havia sido feito pelo secretário de Estado de Saúde, Nésio Fernandes, às prefeituras capixabas que tentam adquirir vacina de forma direta. "Há uma quantidade muito grande de pessoas que se apresentam como fornecedores. Não iremos cometer nenhum risco de submeter nossa condução de enfrentamento à pandemia a qualquer risco em negociação", afirmou recentemente, ressaltando que o governo "já identificou situações de alto risco no que diz respeito à compra de vacinas".

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