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Assembleia nega prorrogação de Comissão Especial do Kleber Andrade

Mais uma vez a interferência do governo do Estado nas discussões do plenário da Assembleia ficou evidente na tarde desta segunda-feira (13). O plenário da Casa negou a prorrogação do prazo da Comissão Especial que investiga o Kleber Andrade e os projetos Campo Bom de Bola I e II. Na verdade, a prorrogação nem chegou a ser votada, os deputados rejeitaram o pedido de discutir o assunto. 
 
O deputado Bruno Lamas (PSB), presidente do colegiado e autor do pedido, lamentou a posição dos colegas e deixou claro que a manobra veio do líder do governo, Gildevan Fernandes (PV). O verde afirmou que em nenhum momento falou em nome da liderança, mas quando indicou pela rejeição, o fez na condição de líder. 
 
Por isso, nos bastidores, os comentários são de que a ordem para paralisar o trabalho teria vindo do Palácio Anchieta. A votação foi de 22 pela rejeição do pedido de análise e cinco pela aprovação. Com isso, o requerimento fica prejudicado e arquivado. 
 
Na questão de ordem levantada por Bruno Lamas, ele afirma que o pedido de prorrogação seria votado na última sessão da Casa, mas não houve tempo hábil. O deputado protocolizou o pedido de prorrogação da Comissão no dia 29 de junho.  Como o prazo de 90 dias de funcionamento da Comissão terminou no sábado (4), o deputado pediu a possibilidade de avaliar o pedido na sessão desta segunda.
 
Para os meios políticos, o real problema da comissão foi ter feito pedidos de informações sobre o programa Campo Bom de Bola I, que foi desenvolvido no segundo mandato de Paulo Hartung (PMDB), e coordenado pelo então secretário de Esportes e hoje prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS). Enquanto as apurações aconteciam no período do ex-governador Renato Casagrande (PSB) para o Palácio Anchieta não haveria problema, mas a cobrança de informações do período de Hartung teria desagradado o governo. 

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