O vereador Juninho do Aviso (PP) será o relator das contas do ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB). Entre os 13 vereadores da Câmara, ele foi o único a se candidatar para o posto. O ex-prefeito teve as contas de seu último ano de mandato aprovadas com ressalva pelo Tribunal de Contas do Estado (TCES) e com minoria no legislativo municipal, corre o risco de tê-las rejeitadas, ficando assim com a ficha suja para 2016.
O relator cumpre o mandato por força de liminar na Justiça, depois que o vereador Renato Rangel (Pros) foi afastado do cargo, desde dezembro de 2012. O caso segue em segredo de Justiça. Mas há um impasse sobre quem teria direito à cadeira. A disputa entre os dois pela vaga na Câmara se arrasta desde antes da posse, e por causa dos desdobramentos jurídicos, há um revezamento na Câmara.
Além disso, caso retorne ao Plenário, mesmo, Rangel se une a pequena, porém, suficiente bancada aliada de Guerino Zanon (PMDB), para evitar uma maioria absoluta na votação das contas. Hoje, o peemedebista tem o apoio de quatro vereadores: José Cardia (PSD), Amantino Paiva (PMDB), Joel Celestrine (PRB) e Fabrício (PMDB), que não evita a maioria absoluta, com mais um no grupo, a votação fica em maioria simples para o outro grupo, evitando a rejeição das contas do ex-prefeito.
Mas a conta pode ser diferente. Um dos pontos mais polêmicos em análise nas contas de Zanon é relativo ao repasse da administração do recolhimento do INSS dos servidores públicos para o Instituto de Previdências Social dos Servidores Públicos do município IPALSI.
Em 2011, o vereador Amantino era diretor do instituto, o que no entendimento dos procuradores da Câmara o impedem de seu voto a respeito das contas, o mesmo caso acontece com o vereador Joel Celestrine que no mesmo período era Secretario de Serviços Urbanos de Linhares, o que também o impediria de julgar as contas deste período.
O grupo tentou também protelar o processo, argumentando que a tramitação não poderia continuar por que eles aviam impetrado vários pedidos de certidões relativas a anos anteriores das gestão municipal, chegando até o mandado do ex-prefeito José Carlos Elias (PTB).
O argumento, porém, não foi acatado pelo presidente da Câmara Miltinho Colega (PSDB). Para o tucano, as solicitações não influenciariam no parecer final do relator, e que o processo iria continuar normalmente.

