Na próxima terça-feira (28), a Comissão de Cidadania da Assembleia Legislativa vai debater o Projeto de Lei Complementar (PLC) 4/2015, do governo do Estado, que institui o Programa de Escola Estadual de Ensino Médio em turno único no Estado – Escola Viva. Os parlamentares irão se reunir às 12 horas, no plenário Judith Leão Castello Ribeiro.
Nesse sábado, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) realizou um seminário para debater o assunto e saiu do evento ainda mais preocupado com a discussão do tema na Assembleia Legislativa.
Entre os participantes do evento estava o diretor do sindicato da categoria de Pernambuco, professor Heleno Araújo, que mostrou um cenário bem diferente do que é vendido pelo governo do Estado em relação à experiência daquele estado com a Escola Viva.
O professor, que também é coordenador do Fórum Nacional de Educação, afirmou que o programa Escola Viva em Pernambuco ajudou apenas a melhorar os índices da pesquisa eleitoral, o que contribuiu para a eleição do atual governador. Depois do evento, ele almoçou com o deputado Sérgio Majeski (PSDB), o único a votar contra a urgência do projeto na Assembleia Legislativa. O pernambucano reafirmou a necessidade de se abortar o projeto antes de ser implantado.
O evento contou com cerca de 200 pessoas e reforçou a necessidade de acompanhar de perto a tramitação do projeto no Legislativo. Nesta terça, representantes do Sindicato estarão na reunião da Comissão de Cidadania. Os dirigentes esperam que os deputados tenham acatado as demandas da comunidade escolar e mexam no projeto, para que não seja aprovado do jeito que o governo enviou.
Entre as principais reivindicações de professores, pais e alunos, estão a de que o projeto só seja implantado a partir do próximo ano e em escolas que não estejam em funcionamento no Estado hoje.
Com a apresentação do parecer na Comissão de Cidadania, onde o projeto estava desde o dia 23 de março, a matéria deve seguir para outra comissão, que terá também cerca de 45 dias para apresentar um parecer. A próxima comissão deve ser a de Ciência e Tecnologia, que é presidida por Majeski.

