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Depois de desgastes, governo diminui o ritmo do projeto Escola Viva

Depois de ver sua principal bandeira de campanha se transformar no maior desgaste político dos primeiros meses do governo, a ordem é pisar no freio no que diz respeito ao Escola Viva. O projeto de lei que instituía o Ensino Médio em tempo integral nas escolas do Estado, excluindo alunos e professores que não foram aproveitados na proposta, foi barrado por pressão popular.

Isso não significa que o governo tenha abandonado a proposta, só mudou a sua abordagem, para tentar aprovar a matéria. A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) pretende lançar na próxima semana um site específico sobre o tema, para que a população possa tirar dúvidas e fazer sugestões ao projeto.

Depois de muita pressão da comunidade escolar, que não aceitava a aprovação do projeto sem uma discussão aprofundada do assunto, o projeto teve a urgência retirada e tramita normalmente, agora parado na Comissão de Cidadania da Assembleia.

Para tentar melhorar a matéria, mais de 20 emendas ao projeto já foram protocoladas pelos deputados estaduais. Entre as principais estão a que determina que o projeto passe a funcionar apenas no próximo ano e a que autoriza a implantação apenas em escolas que não façam parte da rede, ou seja, o governo teria que criar novas escolas para isso, evitando assim a remoção dos alunos excedentes em cada escola.

Desde que começou a ser discutido, o projeto acabou revelando uma série de problemas estruturais e pedagógicos na educação do Estado, que em muitos casos inviabilizam o funcionamento da Escola Viva.

Outras questões também estão permeando o debate, como a relação com a entidade que vai comandar o projeto, o Instituto de Co-responsabilidade Educacional (ICE), financiada pela ONG empresarial Espírito Santo em Ação, além do abandono por parte do governo na elaboração do Plano Estadual de Educação.

Para discutir esse último tema, no próximo dia 23, uma sessão especial, a pedido do deputado Bruno Lamas (PSB), vai discutir o assunto. Desde dezembro do ano passado, o governo não conversa com a sociedade sobre o projeto  de educação do Estado. O plano deve ser votado até 25 de junho próximo, como meta do Plano Nacional de Educação (PNE).

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