As emendas ao projeto de lei que institui as Escolas de Ensino Médio em tempo integral no Estado – Escola Viva continua recebendo alterações dos deputados. Nesta segunda-feira (27), o Expediente da Casa registrou mais 15 emendas ao projeto, todas de autoria do deputado Rodrigo Coelho (PT). Com isso, sobe para 41 o número de emendas.
Nesse sábado (25), o deputado Nunes, que nesta terça-feira (28) apresenta o relatório do projeto na Comissão de Cidadania, participou do seminário promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sindiupes). Ele alertou para que a comunidade escolar continue a pressão, já que na Assembleia, o clima no plenário é pela aprovação nos moldes que o governo deseja.
O deputado leu as emendas – eram 25 até o dia do seminário – que contemplam as reivindicações dos segmentos envolvidos. Entre as emendas, descatam-se a que implanta o projeto apenas em 2016 e a que concede bolsa aos alunos que aderirem a ele.
Quem também participou do evento foi o deputado Sérgio Majeski (PSDB). O deputado afirmou aos professores que o projeto não tem respaldo, pois está baseado em experiências realizadas fora do País, que não tiveram êxito. Ele criticou também a forma como o projeto foi enviado à Assembleia, sem uma ampla explanação sobre como o governo pretende fazer essas mudanças, e já pediu ao secretário de Educação, Haroldo Correa Rocha, o projeto inteiro, com a fundamentação teórica, justificativa, objetivos, metas e resultados. O pedido foi feito no dia 20 de fevereiro, mas até hoje ele não obteve resposta.
Na sessão desta segunda-feira (27), o deputado Sérgio Majeski, repercutiu a participação do professor Heleno Araújo no evento de sábado. O diretor do sindicato pernambucano apresentou uma série de dados que geraram preocupação à comunidade escolar.
Majeski afirmou que das 300 escolas que começaram a aderir ao programa desde em 2004, 175 funcionam hoje em meio período por falta de condições estruturais. O debate com o líder do governo, Gildevan Fernandes (PV), foi intenso.
Gildevan tentou se aproveitar do dado, afirmando que por isso não deu certo o projeto, porque teria sido implantado em 300 escolas de uma só vez. Mas Majeski rebateu relembrando ao deputado que o projeto foi implantado em 2004, tendo, portanto, 11 anos de duração, e começou com apenas uma escola. O clima entre os deputados esquentou e os dois bateram boca no plenário.

