O plenário da Assembleia demonstrou insatisfação com a ida de uma comitiva ao Palácio Anchieta na noite dessa terça-feira (1) para entregar ao governador Paulo Hartung (PMDB) o projeto aprovado na sessão, que chancela o acordo do governo com empresas petroleiras para perdoar dívidas tributárias referentes à operação de aquisição de bens para incorporação no ativo das companhias.
O que surpreendeu foi o fato de a crítica ter vindo dos deputados que mais defendem o governo na Assembleia, os peemedebistas Guerino Zanon e Luiza Toledo, que na verdade verbalizaram uma insatisfação de grande parte do plenário.
A crítica dos parlamentares foi pelo fato de apenas alguns parlamentares terem acompanhado o presidente Theodorico Ferraço (DEM) ao Palácio Anchieta – Dary Pagung (PRP), Rodrigo Coelho (PT), Marcos Bruno (PRTB) e Hudson Leal (PRP). Para Guerino, há uma divisão entre alto e baixo clero na Assembleia.
Luzia Toledo reforçou o discurso do colega de bancada dizendo que os 30 deputados, inclusive, quem votou contra – Sérgio Majeski (PSDB) – deveriam ter sido convidados. O primeiro secretário da Mesa, Enivaldo dos Anjos (PSD), também surpreendeu. Ele que vem travando constantes embates com o líder do governo, Gildevan Fernandes (PV), pediu a palavra para defendê-lo, afirmando que essa escolha de deputados não passou pela liderança.
O presidente da Casa, Theodorico Ferraço, tentou se explicar, alegando que teria um encontro com o governador nessa terça e os deputados que estavam próximo a ele no momento em que estava de saída quiseram acompanhá-lo. Mas a desculpa não apaziguou a ciumeira no plenário.
Críticas à urgência
A aprovação a toque de caixa do projeto que altera a cobrança do ICMS, causou reflexos no plenário, o deputado Marcelo Santos (PMDB) criticou a aprovação dos projetos que chegam do governo à Assembleia, sempre em regime de urgência.
Ele destacou a necessidade de se discutir mais profundamente as matérias. Ele citou o polêmico projeto, aprovado recentemente na casa, que retira das mesas de bares e restaurantes o sal de cozinha. O deputado destacou que mesmo tendo importância para a saúde da população com a discussão não tinha necessidade de ser feita em regime de urgência.

