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Doadores de campanha do PSOL terão de se explicar ao TRE-ES

Alguns apoiadores da campanha ao governo do Estado de Camila Valadão (PSOLl) estão sendo notificados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) para dar explicações sobre as doações eleitorais feitas à candidata na campanha de 2014. Caso semelhante está acontecendo com o candidato do partido que disputou o governo do Paraná, em 2014, Bernardo Piloto. 

Por isso, Camila vem divulgando um texto do psolista paranaense sobre o assunto e questiona: “O TRE do Espírito Santo tem acordo com o financiamento empresarial de campanha”? O Tribunal convoca financiadores de campanha que tenham feito doações superiores a 10% de seu rendimento no ano anterior. É feito o cruzamento entre o valor doado ao candidato e os dados declarados no Imposto de Renda de Pessoa Física. 

 
A questão destacada por Piloto é que muitos desses doadores do partido, que são pessoas físicas, tiveram renda atual inferior a R$ 26.916,55, em 2014, o que os isenta de declarar imposto de renda. Os valores que estão sendo questionados pelo Tribunal são pequenos, o que para os psolistas torna a investigação banal e desestimula futuras doações de pessoas físicas, dificultando a captação de recursos para o partido.
 
Na campanha do ano passado, Camila Valadão arrecadou R$ 39.180 mil contra R$ 12,6 milhões do então candidato à reeleição, Renato Casagrande (PSB), e R$ 8,8 milhões do atual governador Paulo Hartung (PMDB). No caso do socialista e do peemedebista a maioria das doações foram de empresas – algumas delas apostando nos dois candidatos.   N  o caso de Camila Valadão foram doações de pessoas físicas. 
 
“Esses mecanismos não são acidentais. Eles revelam uma opção por um sistema eleitoral feito para excluir os trabalhadores, os jovens e os mais pobres. É preciso reverter isso, porque só com a ocupação da política por esses segmentos é que teremos mudanças de verdade na realidade brasileira”, escreveu Bernardo Piloto, que é sociólogo.

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