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Escola Viva segue sob vigilância de deputado e da comunidade escolar

No último dia 12 de agosto, o deputado Sérgio Majeski (PSDB) protocolou mais um requerimento de informação ao secretario de Educação do Estado, Haroldo Rocha. No documento, ele reitera um pedido anterior da cópia “na integra” do contrato de locação celebrado entre a Sedu e a Associação Educacional de Vitória (AEV) – Faesa. A instituição de ensino é locatária do prédio em São Pedro, Vitória, que abriga o núcleo piloto do projeto Escola Viva.

O contrato, de R$ 62 mil mensais, foi assinado em 22 de maio deste ano. O deputado quer saber, inclusive, sobre os anexos, se existirem, a que se refere à cláusula 4.1 do contrato de locação de imóvel urbano nª 034/2015. Requerimento anterior foi respondido pelo secretário, mas veio incompleto.

Após aprovado o projeto e iniciadas as aulas, o tucano parece disposto a não esquecer a polêmica que precedeu o funcionamento do Escola Viva. O deputado faz parte de um grupo de acompanhamentos dos primeiros passos da instituição, que é formado por representantes da comunidade escolar e coordenado pelo Ministério Público Estadual.

Depois de bater de frente com o deputado por causa de projetos ligados à educação e das cobranças de respostas às demais escolas do Estado, o governo do Estado ensaia uma tentativa de aproximação com Majeski para tentar amenizar os embates na Assembleia, nos quais, para a classe política e comunidade acadêmica, o parlamentar tem saído vitorioso.

Na semana que passou, o governo voltou atrás na tentativa de rejeitar um projeto do deputado de isentar os conselhos escolares de despesas cartorárias. Diante da questão mais profunda que está ligada ao corte de 70% nos repasse para o conselho, o governo preferiu não esticar a corda com o deputado para evitar um questionamento sobre o tema.

A própria discussão sobre o Escola Viva fez com que o deputado fizesse uma série de visitas às escolas da Grande Vitória e do interior, expondo uma realidade que o governo do Estado não quer discutir, afinal, envolve gastos, investimentos.

Mas o perfil do deputado de manter firme sua postura de cobrança, não cria expectativa em uma adesão ao bloco palaciano e muito menos de diminuição das cobranças na área de educação. Politicamente, se Majeski conseguir vencer a queda de braço com o governo pode servir de exemplo para os colegas de plenário, que andam evitando confronto com o governo a qualquer custo.

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