Sábado, 25 Junho 2022

'Estamos preparados para nos transformar em Manaus?'

Iriny_lopes_Lissa_de_Paula_Ales Lissa de Paula/Ales

No dia em que o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou um "Plano de Convivência", que busca maior fiscalização e uma gradual reabertura do comércio de forma alternada, a deputada estadual Iriny Lopes (PT) publicou uma nota crítica à medida, questionando: "Estamos preparados para nos transformar em Manaus?".

Iriny pediu que a medida seja revista e lembrou que o Estado registrou até sexta-feira (8) mais de 4 mil casos e 165 mortes e considerou a taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) com uma margem pequena para atender os casos mais graves. A taxa está em 62,9% no Estado e 69% na Grande Vitória, segundo os últimos dados.

Ela lembrou de casos em que a reabertura ou manutenção do funcionamento do comércio foi seguido de um crescimento significativo no número de casos de contágio por Covid-19, desde o emblemático caso da Itália até o do município capixaba de Bom Jesus do Norte, lembrando também de Santa Catarina e Manaus, capital brasileira que vem sendo uma das mais afetadas pela crise na saúde pública e no disparar da mortalidade.

"Em vários países do mundo, governos têm considerado que as restrições de mobilidade só podem ser relaxadas sem risco para o sistema de saúde se o número de reprodução estiver abaixo de um, como na Alemanha, entre outros", questionou Iriny Lopes.

Para se chegar a esse indicador, complementou a deputada, "é preciso garantir a testagem junto à população. Significa dizer que estamos muito longe do indicador que nos dê segurança para reabertura do comércio, sem que isso represente aumento surpreendente de infectados, do colapso do sistema de saúde e de mortos", considerou.

Iriny lembrou que uma pesquisa feita pelo Imperial College de Londres e divulgada no final de abril apontou o Brasil como o país com maior taxa de contágio entre 48 países pesquisados. "Quanto mais alto, maior a velocidade de transmissão, e maior o risco de uma possível sobrecarga no sistema de saúde".

A situação difícil para o empresariado por conta dos impactos da pandemia também foi destacada pela deputada, cobrando do Estado maior pressão junto ao governo federal para aprovação, no Congresso Nacional, de medidas em tramitação e que podem amenizar a situação para este segmento.

"Não há salvação para a economia com milhares de pessoas infectadas e mortas. Primeiro, é preciso garantir a vida. Esperamos que o governador reveja a decisão de reabertura do comércio e o faça quando a curva de contaminação estiver descendente", reforçou.

Veja mais notícias sobre Política.

Veja também:

 

Comentários: 2

FR em Terça, 12 Mai 2020 11:58
João Neves em Terça, 12 Mai 2020 11:59

A pergunta que deveria ser realmente feita é essa: "Se continuarmos com essas medidas arbitrárias e autoritárias de restrição de liberdade e outros direitos essenciais, lockdown, comércios fechados, trabalhadores informais e formais sendo impedidos de trabalhar, superfaturamento de compra de produtos sem licitação, dentre outros absurdos que estão sendo cometidos por governantes supostamente em prol da saúde coletiva, ESTAMOS PREPARADOS PARA NOS TRANSFORMAR NUMA VENEZUELA?"

A pergunta que deveria ser realmente feita é essa: "Se continuarmos com essas medidas arbitrárias e autoritárias de restrição de liberdade e outros direitos essenciais, lockdown, comércios fechados, trabalhadores informais e formais sendo impedidos de trabalhar, superfaturamento de compra de produtos sem licitação, dentre outros absurdos que estão sendo cometidos por governantes supostamente em prol da saúde coletiva, ESTAMOS PREPARADOS PARA NOS TRANSFORMAR NUMA VENEZUELA?"
Visitante
Sábado, 25 Junho 2022

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.seculodiario.com.br/