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Ex-assessor tucano quer ser julgado pela Executiva municipal do PSDB

O ex-secretário-geral do PSDB de Vitória, Armando Fontoura, encaminhou um requerimento à Executiva Estadual do partido para que o seu processo seja remetido à Executiva do partido em Vitória. Em seu entendimento, que seria a instância apropriada para analisar seu caso. O requerimento foi encaminhado nessa sexta-feira (21).
 
O tucano recorreu ao código de ética da Executiva municipal para embasar o requerimento. “Ao Conselho Municipal de Ética e Disciplina, compete, nos termos do que dispõem os arts. 53 a 55, deste Estatuto, a apuração das infrações e violações à ética, à disciplina, fidelidade e aos deveres partidários praticados por filiados e por membros do Diretório Municipal, da bancada municipal e por ocupantes de funções públicas no município, emitindo parecer para decisão do respectivo Diretório”, diz o estatuto.
 
Como o caso envolve o vereador Luiz Emanuel Zouain e seu ex-assessor, está sendo analisado no âmbito da municipal, mas está sendo tratado pelo conselho de ética estadual. Fontora afirma ainda que verificou que os nomes dos integrantes do Conselho de Ética do PSDB/ES, que o julgarão e constatou que alguns deles sequer fazem parte da lista de filiados ao partido, como Daniel Calazans de Faria, que é o relator do caso e Wilson Athaydes, que é filiado ao PPS.
 
O julgamento do caso pela Comissão de Ética está marcado para o próximo dia 31 de agosto e Armando Fontora afirma que não houve produção de provas sobre o episódio, apenas a anexação de recortes de jornais sobre o caso. 
 
Em maio passado, um vídeo acusava Armando de ter batido o ponto, quando era assessor do vereador Luiz Emanuel e deixando prédio da Câmara. Sobre a gravação, o ex-assessor alega que o vídeo de 30 segundo não provaria que ele “bateu o ponto e foi embora” no dia 4 de março de 2013.

Segundo ele, as imagens mostrariam apenas batendo o ponto e permanecendo no local – a filmagem foi feita no rol de entrada do prédio administrativo, que fica em frente da entrada do plenário (na época, não havia roletas de controle de acesso). Armando também questiona o horário no vídeo com base no registro de frequência na Câmara – a gravação faz menção ao horário de 12h33, enquanto o registro oficial aponta que o ex-assessor bateu ponto às 11h33 naquele dia.

 
Armando acusa o grupo do vereador de fazer uma manobra política para desgastá-lo politicamente, já que o grupo de Armando havia vencido a disputa pelo diretório municipal. Armando Fontora era na época o líder do movimento “Vem pra rua” e teve a imagem desgastada com o episódio. Ele corre o risco de expulsão do partido caso a irregularidade seja confirmada e promete tomar medidas cabíveis caso entenda que teve seu direito de defesa cerceado. 

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