O requerimento do vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Erick Musso (PP) para a supressão do horário das comunicações, causou um debate intenso no início da sessão desta quarta-feira (19). Isso porque o vice-líder não conversou com os demais deputados sobre os motivos do pedido.
O deputado Sérgio Majeski (PSDB) questionou o pedido, afirmando que a pauta tinha poucos projetos, por isso, não se justificava a supressão do horário das comunicações, que é um espaço em que os parlamentares podem se expressar sobre assuntos diversos.
Discordando do colega, o deputado Euclério Sampaio (PDT) encaminhou a votação do requerimento pela supressão, em nome do partido, o que não agradou o colega de bancada, Josias Da Vitória, que disse discordar do pedido de supressão porque Euclério encaminhou sem conversar com ele.
Euclério rebateu, dizendo que Da Vitória vota como quiser, mas “querendo ou não ele era o líder do partido”. Da Vitória rebateu a afirmação do colega, dizendo que se não houver diálogo na bancada, eles iriam discordar o tempo todo.
A maioria do plenário votou pela manutenção do horário, reafirmando a fala de Majeski de que não havia motivos para a supressão. O deputado Rodrigo Coelho (PT) foi quem explicou o ocorrido. Ele disse que perguntou a Musso sobre a motivação do requerimento e a resposta foi de que os deputados Dary Pagung e Hudson Leal, ambos do PRP, teriam compromissos fora da Assembleia.
Ele destacou que se tivesse havido diálogo sobre a necessidade de atender os interesses dos colegas não seria necessário tanta discussão e a perda de minutos do horário das comunicações para a votação do caso.
Depois da discussão, o deputado Marcelo Santos (PMDB) tentou contornar a situação na justificativa de voto, afirmando que o debate é inerente do plenário e que não se tratava de um aumento de temperatura na Casa. Mas a impressão é que de que houve atrito sim e faltou diálogo por parte do vice-líder, a exemplo do que também vem ocorrendo com o líder Gildevan Fernandes (PV).

