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Governo anuncia superávit de R$ 69 milhões no semestre

O governo do Estado mantém a estratégia de sustentar o discurso de recuperação, um discurso criado ainda no período pré-eleitoral para desgastar o ex-governador Renato Casagrande (PSB), rotulando-o como responsável por uma suposta quebradeira do Estado. 
 
Nesta terça-feira (14), a Secretária da Fazenda, Ana Paula Vescovi divulgou o resultado do caixa do Tesouro Estadual referente ao 3° bimestre de 2015 (maio-junho). Ela afirmou que o déficit no caixa do Tesouro no terceiro bimestre foi de R$ 28 milhões. Esse resultado diminui o superávit de caixa, que era de R$ 97 milhões até abril, para R$ 69 milhões no acumulado do primeiro semestre.
 
De acordo com a secretária da Fazenda, o conjunto de medidas austeras do governo vai gerar um ajuste da ordem de R$ 1 bilhão até o final de 2015. “Estamos confiantes em chegar ao fim do ano cumprindo a meta de equilibrar o caixa do Tesouro”, destacou Ana Paula, que informou ainda que as receitas obtidas pelo Estado corresponderam a 49,20% do previsto no orçamento nesta primeira metade do ano.

 

Para os meios políticos, os dados são esperados. A estratégia seria a de mostrar um acumulado no fim do ano de R$ 1 bilhão para vender a ideia de que a atual gestão teria recuperado os cofres públicos, “recolocado o Estado no rumo”, como prometeu Paulo Hartung durante a campanha.
 
Segundo os dados apresentados pela secretária da Fazenda, de janeiro a junho, a despesa de caixa do Tesouro do Poder Executivo teve uma queda nominal de -5,8%, comparada ao mesmo período do ano passado. Já na receita de caixa, a queda nominal foi de -2,8%. Para a secretária Ana Paula, “o resultado nos aponta que o ajuste das despesas correntes do governo vem ocorrendo, o que tem sido extremamente necessário tendo em vista a queda na receita”, destacou.
 
No período, o custeio teve um aumento de 1,9%, mas as despesas com pessoal do Poder Executivo foram contidas (- 0,8%) muito por conta da redução de cargos comissionados e em designação temporária. A expectativa agora é que as ações da Receita, como o Refis e a aceleração do julgamento de recursos tributários, entrem em curso no segundo semestre e já apresentem resultados.

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