A lei complementar enviada pelo governador Paulo Hartung (PMDB) à Assembleia para tirar do serviço de escolta de autoridades os policiais militares é mais um golpe de ingratidão de Hartung contra o seu antecessor Renato Casagrande (PSB). O peemedebista nunca ligou muito para o efetivo policial na rua, tanto que em seus oito anos do primeiro governo, o número de policiais diminuiu.
A ideia por trás dessa história seria a de tirar de Renato Casagrande um benefício que o socialista concedeu, como uma de suas primeiras leis, ao seu antecessor, no caso Hartung, que durante os quatro anos fora do governo, contou com a segurança de 12 militares. É mais uma movimentação política.
Não que as autoridades tenham que andar com escolta. Esse recurso deve ser utilizado apenas quando há grave ameaça à integridade física do agente político ou de qualquer cidadão, o que não é o caso nem de um e nem de outro. Mas que chama a atenção pela birra política, chama.
Casagrande continua pagando por uma escolha equivocada, feita ainda em 2010, quando abandonou o campo independente para entrar no jogo PMDB-PT-PSB, costurado em nível nacional, e se tornou o candidato de Hartung, a contragosto do peemedebista. Durante três anos e meio de seu governo, mesmo diante de todos os indícios da manobra política de Hartung, Casagrande se manteve fiel a quem entendia como aliado.
Pagou todas as contas deixadas sobre a mesa, assumiu o ônus de várias ações de seu antecessor, sua equipe também assumiu erros cometidos pelo governo anterior, e aceitou dentro de casa todos os emissários de Hartung. O inimigo estava na sala ao lado e não percebia.
Esse comportamento, vindo de uma liderança com a experiência de Casagrande, não pode acontecer. Ele mesmo reconheceu depois que não deveria ter confiado da forma que confiou em Hartung, mas aí já era tarde. Hoje ele sofre ataque seguido de ataque, desde as questões de finanças de governo até picuinhas das mais diversas. Deveria saber que não dá para ser bobo nesse jogo.
Fragmentos:
1 – O deputado Hudson Leal pediu à Executiva Estadual o comando do PRP de Vila Velha e como não obteve a resposta, foi a Brasília conversar com a cúpula do partido. Mas isso não deveria ser decidido em convenção municipal, deputado?
2 – Com o PRP na mão, o parlamentar fica mais à vontade para discutir os apoios na que deve ser uma das disputas mais acirradas do próximo ano no Estado, em Vila Velha. Partido é pequeno, mas sua dinâmica de lançar várias candidaturas com baixa densidade de votos chama atenção da classe política.
3 – Leal faz parte do grupo de sete deputados com base no município que articula uma possível candidatura para entrar na briga municipal. O nome com mais densidade do grupo hoje é o deputado Amaro Neto (PPS – por enquanto), mas o também popular Hércules Silveira (PMDB) está no grupo.

