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MPES pode definir nesta sexta-feira candidatura do prefeito Edson Magalhães

Candidato à reeleição em Guarapari, Edson Magalhães foi denunciado pela CPI do Esgoto 

A impugnação ou cassação do registro de candidatura à reeleição do prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PSDB), deverá ser definida nesta sexta-feira (9), a partir do depoimento de mais uma testemunha no inquérito gerado com a denúncia procedente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores que apura supostas irregularidades na compra de asfalto pela prefeitura.

As investigações ao prefeito Edson Magalhães passaram para o âmbito do Ministério Público Estadual (MPES), depois que a CPI do Asfalto apresentou denúncia por abuso de poder econômico, “empenhando-se do uso da máquina pública para confecção, com fins políticos, de asfaltamento”. 

Um dos depoimentos mais contundentes foi o do secretário de Obras, Odvan dos Santos, que, como aponta o documento, revelou dados contraditórios às informações passadas por Edson Magalhães.

Em julho deste ano, Odvan foi convocado pela Comissão para prestar esclarecimentos sobre obras da cidade, como asfalto e hospital, quando teria desmentido o prefeito, afirmando, primeiro, que a obra do hospital da cidade não ficaria pronta este ano, fazendo com que o prefeito mudasse o discurso, sinalizando o término da obra para março de 2021.

Depois, ao falar na CPI sobre pagamentos dos asfalto de ruas como Hilda Borges e dos Veranistas, o secretário reportou-se às medições e notas fiscais e revelou um termo entre a prefeitura e uma empresa que possui contrato com a gestão de Edson Magalhães, que somariam R$ 15 milhões, como se o serviço tivesse sido doado para a prefeitura. No entanto, não havia qualquer processo de doação, projeto, parecer, termo ou publicação, como informa a CPI, o que deveria ser obrigatório, incluindo análise da Procuradoria.  

De acordo com o documento, somente no final desse mês de setembro a prefeitura publicou o contrato referente à massa asfáltica, entrando em contradição com a alegada doação apresentada pelo secretário. “Ou seja, sequer havia contrato de massa asfáltica na época do asfaltamento com fins políticos partidários”, aponta a denúncia enviada ao MPES.

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