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Políticos do PSDB são bem recebidos em protesto no Espírito Santo

Diferentemente do que aconteceu em outros estados brasileiros, as lideranças tucanas foram muito bem recebidas no protesto realizado nesse domingo (13), que reuniu cerca de 120 mil pessoas na Praça do Papa, em Vitória. A manifestação foi a maior da história do Estado, superando os protestos de junho de 2013, quando cerca de 100 mil pessoas foram as ruas pedindo mudanças na política. O ato desse domingo reforça o desgaste do PT no jogo político do Estado.
 
Lideranças tucanas como o senador Ricardo Ferraço, o vice-governador César Colnago, o pré-candidato a prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, o ex-deputado estadual Vandinho Leite, entre outros registraram a participação na manifestação em suas redes sociais. O deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), que também é crítico ao governo federal, também participou do contra o PT, Lula e a presidente Dilma Rousseff. 
 
Assim como em outros estados, a manifestação no Espírito Santo ressaltou a figura do juiz Sergio Moro como símbolo transformador no combate à corrupção. Além de Vitória, também houve protestos em Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari, Linhares e Colatina. 
 
O deputado Sérgio Majeski postou uma foto inusitada em meio ao protesto. Ele portava uma faixa pedindo punição para servidores públicos, incluindo juízes e promotores e todos os políticos corruptos, incluindo os do partido dele, o PSDB. 
 
Para as lideranças petistas a movimentação desse domingo foi um fortalecimento de um golpe político na gestão petista. O perfil elitista do protesto também foi ressaltado, assim como aconteceu em outras cidades brasileiras. 
 
O volume da manifestação, porém, reflete a indisposição do eleitorado capixaba com o governo atual e com o resultado das apurações da Operação Lava Jato. 
 
As principais lideranças do Estado preferiram não entrar no debate. O governador Paulo Hartung (PMDB) tem evitado se posicionar sobre as manifestações e sobre os últimos acontecimentos, envolvendo o ex-presidente Lula. Mesmo tendo sinalizado uma postura que tende à oposição e de ter sido eleito no palanque de Aécio Neves, o governador não marcou posição sobre os protestos. 
 
Até porque, Aécio foi hostilizado nas manifestações de São Paulo, o que pode causar apreensão em assumir um discurso mais duro por parte do governador. Recentemente, o PSB adotou uma postura mais crítica sobre o governo federal, mas o ex-governador Renato Casagrande também não arriscou um discurso mais duro e também não foi para a rua. 

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