Quase um ano e meio após as fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo em dezembro de 2013, a população de Colatina, no noroeste do Estado, ainda aguarda a conclusão das obras emergenciais para recuperação de encostas na cidade. Diante da falta de respostas da administração, a população fez uma manifesto nessa segunda-feira (27).
O protesto foi em frente do fórum da cidade, durante uma audiência de conciliação do processo que envolve as obras. Oito cruzes, representando os mortos durante as chuvas, foram colocadas em frente ao prédio. Para os manifestantes, os mortos não são vítimas da chuva, e sim do descaso das autoridades locais.
Em novembro do ano passado, o Ministério Público Estadual (MPES) recebeu um pedido de intervenção na Prefeitura de Colatina, solicitado pelo juízo da Vara da Fazenda Pública do município. Na decisão, o juiz Menandro Taufner Gomes justificou o pedido de afastamento do prefeito Leonardo Deptulski, o Batata (PT), pelo descumprimento de liminares que obrigavam a realização de obras emergenciais para a redução da ameaça de desastres naturais – a exemplo dos ocorridos em dezembro do ano passado.
A prefeitura, na época, afirmou que estava tomando todas as medidas cabíveis para evitar os desastres, como a drenagem das águas de chuvas e colocação de lonas nas áreas com risco de deslizamento, bem como a interdição e demolição de constrições em locais de risco.
Mas, para alguns moradores próximos às áreas de risco, a situação continua grave e a população não se sente segura com o que foi feito até agora. A preocupação é de que em outra situação de chuva, as encostas no município voltem a oferecer risco aos moradores.

