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Sábado, 10 Abril 2021

​Pros estadual ficou fora da ação do partido que pode anular reeleição na Assembleia

sandro_locutor_tatibeling_ales Tati Beling/Ales

O ex-candidato à Prefeitura de Cariacica e ex-deputado estadual Sandro Locutor, presidente da Executiva do Pros no Espírito Santo, não participou do movimento do seu partido que resultou em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar, que pode anular a reeleição do deputado Erick Musso (Republicanos) para um terceiro mandato na presidência da Assembleia Legislativa, ocorrida em 1º de fevereiro deste ano.

O presidente estadual do Pros informou, por meio de sua assessoria, que ficou "surpreso" com a decisão da Nacional sobre o pedido de abertura de uma ADI, feito nessa segunda-feira (22), no mesmo dia em que a peça foi protocolada no STF. "Foi um movimento nacional e a Executiva daqui foi apenas comunicada, no mesmo dia em que a ação deu entrada no STF". ressaltou.

Outra integrante do Pros no Estado, a deputada estadual Raquel Lessa, não respondeu ao pedido para se manifestar sobre o assunto. Ela é parte da Mesa Diretora desde a legislatura anterior, na primeira secretaria, e foi reeleita em fevereiro deste ano, juntamente com o deputado Erick Musso, se mantendo na terceira secretaria.

O pedido do Pros para abertura de uma ADI, que envolve mais sete estados, além do Espírito Santo, foi protocolado no STF no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a reeleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato grosso do Sul, determinando nova eleição.

Essa é a segunda vez que o STF atua dessa forma, a primeira foi no processo referente a Roraima, seguindo jurisprudência construída por ocasião do impedimento da reeleição das Mesas Diretoras do Congresso Nacional, em 2020.

Esse procedimento gerou tensão nos meios políticos, considerando que a anulação da reeleição do deputado Erick Musso para um terceiro mandato à frente do Poder Legislativo poderá alterar alinhamentos já formalizados paras as eleições gerais de 2022, destacando-se nesse contexto a reeleição do govenador Renato Casagrande (PSB).

No caso de uma nova eleição, o nome que começa a ser comentado nos bastidores é o do deputado Dary Pagung (PSB), líder do governo na Assembleia, cotado para o cargo desde 2020, mas que ficou com a primeira secretaria depois de fechadas as articulações com o Palácio Anchieta, que envolveram ainda os nomes dos deputados Alexandre Quintino (PSL) e Marcelo Santos (Podemos).

Já a seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) marcou para a primeira semana de março a reunião para analisar pedido do deputado estadual Sergio Majeski (PSB), formulado também ao seu partido, visando a abertura de uma Ação Direta de inconstitucionalidade (ADI) para anular a reeleição de Erick Musso.

Tramita também na Justiça Estadual uma ação popular apresentada por Denise Barbieri Biscotto e o advogado André Moreira, do Psol, que também acionou o seu partido. Erick Musso foi reeleito pelo placar de 28 votos contra apenas dois, dos deputados Majeski e Iriny Lopes (PT).

Saia justa

Ação contra reeleição de Erick é movida pelo partido de Raquel Lessa, também reconduzida para a atual Mesa Diretora
https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/saia-justa

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Comentários: 1

Igor em Quinta, 25 Fevereiro 2021 10:13

Dary ou Quintino, Presidente!

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