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PT capixaba mira em cinco partidos para alianças na disputa majoritária de 2018

Com a decisão pelas candidaturas majoritárias na disputa de 2018, reforçadas pelo ex-presidente Lula em recente visita ao Estado, o PT capixaba mira em cinco partidos para iniciar conversas sobre alianças. Na reunião do diretório estadual realizada neste sábado (9), foram levantadas possibilidades com o PDT, PCdoB, PSB, PV e Psol.
 
Mesmo diante das possíveis resistências, como já sinalizou o Psol, os petistas acreditam que essas não serão suficientes para afastar as tentativas de abrir uma mesa de negociação, pela qual se empenharão.
 
As alianças são, porém, apenas um dos desafios do partido para conseguir oferecer um palanque a Lula no Espírito Santo, já que os quadros petistas estão muito mais voltados hoje à disputa proporcional do que ao governo do Estado e ao Senado, como quer o ex-presidente. 
 
Os membros do diretório defenderam como capacitados para a missão os deputados federais Helder Salomão e Givaldo Vieira, o ex-prefeito João Coser e até o ex-deputado estadual Claudio Vereza, que já anunciou o encerramento de sua carreira política. Consideram, para isso, a vitalidade que Lula pode oferecer ao PT na campanha eleitoral, como candidato à Presidência da República ou mesmo fora da disputa, caso não consiga se livrar da Justiça. O ex-presidente garantiu que, em qualquer cenário, fará campanha para os correligionários no País.
 
Embora rachados dentro do PT, os grupos de Coser e Givaldo foram cautelosos na condução da conversa, concentrando-se na necessidade de definir o projeto da disputa do próximo ano. Um desarmamento necessário, como definem lideranças petistas, dentro da responsabilidade de cada um pelo projeto nacional do partido.
 
A reunião não deixou de cobrar, no entanto, o cumprimento das resoluções do congresso estadual do PT e da Nacional de desembarque do governo Paulo Hartung, protelado pelo presidente regional da legenda. A demora contradiz com a própria percepção de Coser das caravanas que tem percorrido pelo Estado de rejeição ao governo Hartung e, caso as saídas não sejam efetivas, divisão interna do partido deverá se acirrar.

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