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Quadro eleitoral de Colatina depende de definição das lideranças

As articulações para o processo eleitoral de 2016 no município de Colatina seguem indefinidas nos grupos políticos que se movimentam para o pleito. O posicionamento do PSB, tomado em reunião nesse domingo (30), de que o partido terá candidatura própria na disputa, ainda não esclarece o cenário, já as lideranças dependem das definições de seus aliados antes de um posicionamento no tabuleiro político. 
 
A candidatura do ex-prefeito Guerino Balestrassi (PSDB) é vista como provável, mas ela dependente de uma conjuntura política. Balestrassi é considerado o responsável pela eleição e reeleição do atual prefeito, Leonardo Deptulski (PT), que está desgastado na cidade. Em confronto dentro do PSB, ele deixou o partido em 2008 e lançou o petista como seu candidato, vencendo a disputa contra Paulo Foletto (PSB). 
 
Se o PT lançar candidatura própria no município, provavelmente com o presidente estadual do PT, Genivaldo Lievore, Balestrassi conseguiria tirar de sua conta a imagem de Deptuski, que hoje o enfraquece com o eleitorado.
 
Mas, apenas essa movimentação não resolve a situação em seu palanque. Desde que deixou a prefeitura, o ex-prefeito vem se afastando de sua base gradativamente nos últimos anos. Além disso, ele perdeu seu principal cabo eleitoral, o bispo do município Dom Décio Sossai Zandonadi, que hoje está em Ibiraçu. 
 
Outro grupo muito forte que havia se unido no início do ano já não está tão próximo assim e o do ex-deputado federal Marcelino Fraga (PMDB), que nunca deixou de fazer política no município desde que renunciou ao mandato. Ele não é o único dentro do PMDB a pleitear a candidatura. O vereador Sergio Menegueli, que teve um bom desempenho eleitoral em 2014, em sua candidatura a deputado estadual, também estaria interessado na disputa. 
 
O grupo tinha o apoio do PSB, de Foletto, e do PDT do deputado estadual Josias Da Vitória. Mas com o anúncio do partido de que deve ter candidatura própria na disputa do próximo ano, o PSB está fora do grupo. 
 
Foletto é o nome mais forte na disputa e, com o mandato de deputado federal, não teria prejuízo se entrasse na disputa. O risco para o socialista seria o de perder novamente a eleição municipal. Se o partido entrar na corrida pela prefeitura de Colatina deve ter ao seu lado no palanque o ex-governador Renato Casagrande (PSB), que com a queda de popularidade de Hartung hoje é um forte cabo eleitoral.
 
Resta saber o caminho do deputado estadual Josias da Vitória. Ele perdeu a eleição municipal em 2012 e teve uma votação bem aquém do esperado pela classe política em sua candidatura a deputado estadual no ano passado – cerca de cinco mil votos no município. Mesmo assim, seu apoio pode fortalece em caso de uma disputa acirrada. 
 
Outro nome que observa a movimentação é o ex-vice-prefeito do município Cirilo de Tarso (PCdoB). Ele disputou a eleição de deputado estadual no ano passado e por pouco não se elegeu. Mas se esse capital lhe dá musculatura para entrar na disputa municipal ainda é cedo para dizer. 

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