Em entrevista ao site Congresso em Foco, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) voltou a falar da malfadada viagem de uma comitiva do Senado para visitar presos políticos na Venezuela. Para os meios políticos, o senador tenta capitalizar com a agenda internacional para se aproximar do senador Aécio Neves.
Ricardo Ferraço estaria de malas prontas para o PSDB, mas essa negociação não está sendo feita em nível estadual e sim, diretamente com o senador tucano, o que daria a Ricardo uma certa blindagem da influência do governador Paulo Hartung no ninho tucano capixaba.
No início do ano, durante as movimentações para a presidência do Senado, o nome de Ricardo Ferraço chegou a ser inflado pelo próprio Aécio Neves para a vaga, como uma resistência à dominação do grupo de Renan Calheiros na Casa. O capixaba acabou desgastado dentro do partido, iniciando sua articulação de saída do PMDB.
A viagem à Venezuela foi tida como um subterfúgio para que a oposição disparasse contra o governo Dilma. Os senadores que fizeram parte da comitiva alegaram que não houve suporte à viagem dos parlamentares. Mesmo sendo do PMDB, base do governo, na entrevista ao Congresso em Foco, Ricardo Ferraço faz coro às acusações da oposição de que o governo federal deixou os senadores à própria sorte na Venezuela. Ele também defende a exclusão do País do Mercosul.
Ao ser questionado se acreditava que seu colega e Senado, o presidenciável Aécio Neves está usando o episódio eleitoralmente, em um momento de fragilidade da presidente Dilma Rousseff, Ricardo Ferraço defendeu o tucano.
“O senador Aécio Neves está no exercício do seu mandato. Como senador da República, tem manifestado toda a preocupação com o futuro do Mercosul. E a nossa obrigação, como senadores, é fiscalizar o cumprimento das cláusulas constitutivas do Mercosul”, disse o senador ao Congresso em Foco.

