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Ricardo Ferraço apresenta projeto contra ???máfia dos guinchos???

Depois de alguns erros estratégicos com suas pautas internacionais, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) parece estar buscando caminhos que o aproximem do Estado. Para isso passou a adotar pautas que têm ganhando repercussão local. É o caso das apurações feitas pela CPI dos Guinchos da Assembleia Legislativa, que ganharam espaço nos meios políticos e repercutiram bem junto à população.

 

Ricardo Ferraço apresentou um projeto de lei no Senado para promover alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no sentido de evitar a remoção de veículos em determinadas situações. O senador também demonstra que não se importar com a nomenclatura empregada e classificou a prática como “máfia dos guinchos”, título que colocou o presidente da CPI capixaba, deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), em uma situação desconfortável, teve a suspeição pedida pelo sindicato dos Agentes de Trânsito de Vitória.
 
O peemedebista gravou um vídeo para seu Facebook para expor seu projeto e afirma: “A máfia dos guinchos é um absurdo que afeta não só os capixabas, mas os cidadãos de todo o Pais”, diz o senador em sua página. Ele afirma ainda que alguns casos não justificam a remoção. “Não tem pé e não tem cabeça, simplesmente porque a pessoa não tem uma das placas ou porque está com o IPVA atrasado, a autoridade policial ser autorizada a remover, a guinchar o carro de qualquer capixaba, de qualquer brasileiro”. 
 
O senador disse que o projeto de lei apresentado visa a “acabar com essa farra no Espírito Santo e no Brasil”. Ao ser questionado por um seguidor no Facebook sobre o fato de ser o poder público que contrata os guinchos, o parlamentar também fez uma explicação sobre como funciona a prática.
 
Ele explicou que o lucro das empresas de guincho se dá pela produtividade e muitas dessas empresas passam a pagar propina a agentes e policiais para incentivá-los a rebocar os veículos. A ideia do projeto, de acordo com o senador, é reduzir os motivos das remoções. “Aplicá-las somente em casos em que atrapalhem a mobilidade ou ofereçam algum risco à segurança dos cidadãos”, disse. O senador afirmou ainda que a contratação das empresas não é feita por licitação e sim por concessão do Estado.
 
Esta não é a única pauta de repercussão no Estado que o senador está trabalhando. Nessa segunda-feira (6), o senador participou como convidado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o aumento na taxa de Marinha na Câmara de Vitória. 
 
No último dia 29, ele usou as redes sociais para protestar contra o veto presidencial ao projeto que aliviava a taxa de marinha. O peemedebista tratou a decisão da presidente como “surreal”. A proposta, que havia sido enviada pelo governo e virou projeto de lei, contemplava alguns avanços no sentido de reduzir a cobrança como: anistia a moradores inadimplentes, isenção para entidades sem fins lucrativos e redução da taxa de 5% para 2%.
 
Nesta quinta-feira (9), o senador voltou a falar sobre o assunto em sua página para dizer que vão bem os entendimentos para a derrubada do veto. “Pelo menos 100 mil famílias capixabas serão beneficiadas pela derrubada desse veto. Estou trabalhando duro por isso e firme na luta! Essa é uma causa mais do que justa”, disse.

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