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Secretário de Saúde eleva valor das despesas sem empenho herdadas pela atual gestão

Na primeira reunião do segundo semestre, a CPI dos Empenhos da Assembleia Legislativa voltou à carga das acusações da realização de despesas sem empenho na gestão do ex-governador Renato Casagrande (PSB). Nesta quarta-feira (5), o atual secretário de Saúde, Ricardo de Oliveira, foi ouvido pelos membros da comissão. Ele revelou que o valor das despesas executadas em 2014 na Saúde, sem a devida cobertura orçamentária, superam o valor revelado anteriormente: saltando de R$ 154 milhões para a casa dos R$ 180 milhões.

A revelação deve garantir um novo impulso aos trabalhos da CPI, que pode criar o palanque ideal para tentar criminalizar a gestão do ex-governador. Tanto que os membros da comissão aprovaram a convocação do secretário de Controle e Transparência, Marcelo Barbosa de Castro Zenkner, que anunciou com pompa à imprensa a inexistência dos empenhos. Desde então, as pastas estão levantando os pagamentos, porém, as primeiras sindicâncias foram arquivadas após a comprovação da regularidade dos pagamentos.

No entanto, os bastidores apontam que a área da saúde tem o maior risco da real existência de tais despesas sem a devida cobertura orçamentária. Fato que levou os integrantes da CPI, todos ligados à bancada governista, a rebatizar a comissão para “CPI dos Empenhos da Saúde”, que não acabou emplacando. Ricardo de Oliveira seguiu a mesma lógica e tratou de desenhar um cenário apocalíptico.

“Estamos especificando as despesas uma a uma e até o final da apuração, que ainda não terminou e que é muito complexa, acreditamos que o valor poderá aumentar ainda mais”, disse o secretário. Ele também deve encaminhar a CPI, a pedido do relator, deputado Rodrigo Coelho (PT), todas as planilhas com as despesas no prazo de 15 dias. A intenção do petista é passar um pente fino nos detalhamentos das despesas por cada unidade gestoras da secretaria, tais como hospitais e o Fundo Estadual de Saúde (FES).

A CPI dos Empenhos da Saúde, que encerraria as atividades em 27 de maio de 2015, prorrogou os trabalhos por mais 90 dias, com prazo agora para concluir as investigações até o dia 30 de outubro. A comissão é presidida pelo deputado Euclério Sampaio (PDT). Almir Vieira (PRP) é o vice-presidente , enquanto Rodrigo Coelho é o relator. 

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