Preparado para atender 480 jovens na faixa etária de 15 e 17 anos em horário integral de aula, das 7h30 às 17h, o projeto Escola Viva não está conseguindo atrair os estudantes, como esperava. O que se comenta na Secretaria de Educação do Estado (Sedu) é de que cerca 200 estudantes fizeram inscrição até agora.
Os professores também não estariam aderindo ao projeto de forma satisfatória. A seleção, inclusive, que seria rigorosa, e chegou a ser criticada pelo sindicato da categoria, pois se trataria de uma espécie de novo concurso, na verdade não atraiu os professores, que estariam sendo convidados a participar do programa.
O início das aulas no meio do ano também não estimulou os adolescentes a trocar de escola. O que vem colocando o governo em uma situação difícil, já que o Escola Viva é a bandeira de campanha do governador Paulo Hartung (PMDB), mas sem um amplo debate e divulgação, não está decolando.
Esse, porém, não é o principal problema do governo. Munida de uma série de inconsistências e denúncias sobre a instalação do projeto em um antigo prédio da Faesa, uma comissão, coordenada pelo Ministério Público Estadual (MPES), vai acompanhar os trabalhos da Escola Viva. A comissão é formada por quatro professores, quatro alunos, representantes da Associação dos Pais de Alunos do Estado (Assopais), além do deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB).
No próximo dia 10 de agosto, o grupo vai fazer uma visita às instalações do Escola Viva, para verificar os primeiros dias na escola em tempo integral. O grupo conta com integrantes que estiveram em vigilância durante todo o processo de discussão do projeto na Assembleia Legislativa, que levou 100 dias para ser aprovado, mas não atendeu aos interesses da comunidade escolar.

