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Sem espaço no PDT, Nozinho busca novo partido para 2016

O prefeito de Linhares, Nozinho Correa, migrou do PDT para o PP. O motivo da mudança é a falta de espaço no antigo partido para que ele dispute a reeleição em 2016. Sob o controle do ex-aliado, o ex-deputado Luiz Durão, a sigla não tinha interesse em avalizar a nova disputa de  Nozinho.
 
Eleito em 2012, o prefeito sofreu forte desgaste político por causa dos vários problemas de gestão. O grupo de Durão entende que a derrota do pedetista na última eleição a deputado estadual se deve a esse desgaste de Nozinho, já que eram aliados políticos. Desde então, houve um afastamento entre os dois. 
 
A troca de partido não significa necessariamente que Nozinho vá mesmo entrar na disputa. O grupo conta com um plano B, por causa do desgaste político do prefeito, que seria o lançamento da candidatura do atual presidente da Câmara de Vereadores, Miltinho Colega (PSDB). 
 
Mas para isso ele também precisa mudar de partido, já que o PSDB não parece disposto a topar o acordo. Além disso, na última eleição da Executiva municipal tucana, o grupo de Miltinho perdeu o controle da sigla. Com as máquinas da prefeitura e da Câmara na mão, o grupo tem chances de tornar a campanha competitiva, mas o tucano precisa resolver outra questão política.
 
Colega é tido como o responsável pela manobra de rejeição das contas do ex-prefeito Guerino Zanon (PMDB) na Câmara. Uma jogada que transpareceu o interesse político em tirar de campo o peemedebista, cotado como favorito do pleito. Isso prejudicou a imagem do vereador e também de Nozinho, também responsabilizado pela manobra pelo próprio Zanon
 
Para os meios políticos, a possibilidade de Zanon não disputar é considerada remota, já que isso depende do entendimento da Justiça Eleitoral. Como o parecer do Tribunal de Contas é pela aprovação com ressalvas das contas, as chances de ele ter a candidatura liberada é grande.
 
Mas, caso o peemedebista não dispute a eleição, Durão se torna um nome forte contra Nozinho. Se o grupo optar pelo presidente da Câmara, o embate eleitoral pode se tornar mais consistente. 

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