O governador bateu o pé para criar ainda este ano a tal Escola Viva. Garantiu a parceria com o ES em Ação para o aluguel do prédio da Faesa, com uma aprovação torta da matéria na Assembleia Legislativa. Acelerou também a preparação do local e colocou o projeto na rua.
Mas acreditar que seria só anunciar uma solução mágica e esperar uma corrida dos estudantes e professores para o projeto, no meio do ano letivo, seria demais. Agora o governo corre atrás dos integrantes para garantir a meta de matricular 480 alunos. O problema é que as aulas começam em agosto e os professores também não estão aderindo ao chamado.
Em sua página no Facebook, o deputado Sérgio Majeski (PSDB) retrata uma comparação pertinente. “Na obra O Bem Amado de Dias Gomes, transformada em novela, filme e seriado, Odorico Paraguaçu, o prefeito de Sucupira, imortalizado pelo grande ator Paulo Gracindo, tem como grande promessa de campanha, a inauguração do cemitério da cidade, embora essa não fosse a prioridade da população. Ocorre que depois de construído o cemitério, ninguém morria, não havia defunto para enterrar”, diz o deputado em sua postagem, fazendo analogia ao projeto Escola Viva.
Não se trata de torcer para dar errado, mas era uma coisa previsível. Não dá para fazer um projeto dentro de gabinete – ou copiar o projeto de outro estado, com outra realidade – e achar que vai conseguir salvar o mundo.
Uma coisa que ficou explicita nas reuniões com estudantes e deputados é a ligação da comunidade escolar com as escolas. Os alunos do Estadual, por exemplo, não queriam sair do Estadual, não queriam que ele mudasse, queriam que ele melhorasse, do jeito que estava. É uma questão de sensibilidade e não de imposição.
Não é assim que a coisa funciona. Ainda mais em uma área tão sensível como a educação, que precisa de ações em conjunto com outras áreas, com segurança, assistência social, transporte, enfim, não dá para jogar ideias e pegue quem quiser.
Fragmentos
1 – No grupo do ex-governador Renato Casagrande (PSB) já é esperada uma manobra na Assembleia para tentar “sujar” a ficha do socialista. Mas só isso não basta. Fica por conta da Justiça Eleitoral indeferir uma eventual candidatura no futuro.
2 – Aliás, a reclamação na classe política sobre as brechas geradas pela Lei Ficha-Limpa que permitem que os adversários, com maioria nos legislativos, possam manobrar análises de contas tirar candidatos do caminho.
3 – Se Amaro Neto (PPS) disputar mesmo a eleição em Vitória, o cenário de Vila Velha se volta para a disputa entre Neucimar Fraga (PR) e Max Filho (PSDB). Se o tucano entrar mesmo no pleito.

