Na sessão desta terça-feira (10), o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM) deve definir os nomes que vão compor a quinta CPI instalada na Casa. Criada para apurar denúncias de realização de despesas por parte do governo do Estado sem a existência de empenho, a CPI nasce com leitura dos bastidores de ser política.
Esta é a segunda CPI criada pelo deputado Euclério Sampaio (PDT) que tem como foco o governo Renato Casagrande (PSB). O deputado que é aliado do atual governador Paulo Hartunh (PMDB) teria o objetivo de ajudar no processo de desconstrução da imagem do ex-governador, principal desafeto de Paulo Hartung no cenário político.
A CPI será composta por cinco deputados, sendo que uma das vagas é do deputado Euclério Sampaio, autor da iniciativa. A outra CPI encabeçada por Euclério é a do Transcol.
Segundo a Secretaria Geral da Mesa, como critérios na definição são utilizados a proporcionalidade partidária, isto é, o tamanho das bancadas na Casa, e o rodízio de participação entre partidos com pequena representação no Parlamento Estadual.
No início do ano, o governo do Estado anunciou que faria uma devassa em secretarias e órgãos, afirmando que o governo passado não deixou os pagamentos empenhados. Mas, até o momento, as três auditorias realizadas: Casa Militar, Secretaria de Agricultura (Seag) e Instituto de Obras Públicas (Iopes), não confirmaram o cenário desenhado por Hartung.

