Segunda, 18 Outubro 2021

​Casagrande participa de ato de entrega das doses da Coronavac no Butantan

vacina_coronavac_butantan_FotoSecom Foto: Secom

O governador Renato Casagrande (PSB) participou da solenidade de liberação de doses de vacinas no Instituto Butantan, em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (22), juntamente com os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT); do Piauí, Wellington Dias (PT); e do Pará, Helder Barbalho (MDB). A solenidade marcou a aquisição de 500 mil doses pelo Espírito Santo, sendo que 200 mil foram entregues no último sábado e 300 mil, de acordo com Casagrande, chegarão ainda nesta semana.

Foto: Divulgação

O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, também esteve no ato. Embora o estado do Mato Grosso também tenha adquirido doses da Coronavac, o governador Mauro Mendes (DEM) não compareceu. O total de imunizantes adquiridos por todos estados foi de 2,5 milhões. Durante o evento, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), destacou que a Coronavac é a vacina mas aplicada no mundo, sendo utilizada em 32 países e que, até o momento, 100 milhões foram destinadas ao Plano Nacional de Imunização (PNI).

Casagrande salientou que as doses adquiridas irão complementar o PNI e serão utilizadas em pessoas maiores de 18 anos, permitindo que as da Pfizer sejam destinadas para adolescentes de 12 a 17 anos. O mesmo imunizante, junto com o da Astrazeneca, também irá compor as doses de reforço para os maiores de 60 anos. "Vidas serão salvas", afirma o governador, destacando que, em meio à pandemia, "o SUS [Sistema Único de Saúde] tem cumprido um papel extraordinário". O gestor também recordou a visita ao Instituto Butantan, em abril deste ano, quando o Espírito Santo manifestou interesse na aquisição de quatro milhões de doses da Butanvac, fabricada pelo Instituto.

"Assim que houver autorização da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para uso emergencial, queremos adquirir", disse. Entretanto, ainda não se sabe em quais grupos e faixas etárias as vacinas serão utilizadas. O governador informou ainda sobre uma parceria do Espírito Santo com o Instituto em um estudo que avalia a eficácia da Coronavac em crianças de três a 11 anos, uma vez que ela já é usada em crianças e adolescentes em outros países.

Outros estados

Camilo Santana informou que mais de 90% da população adulta do Ceará está vacinada com a primeira dose e que, no momento, começou a imunização de adolescentes. "Não descansarei enquanto não vacinar toda a população do estado do Ceará. Somente através da vacinação vamos voltar à normalidade", disse.
Foto: Secom

Wellington Dias, em sua fala, destacou a motivação que os levou a tomar a decisão de adquirir as doses diretamente com o Instituto Butantan. "Somos governadores de diferentes regiões e de diferentes partidos. O que nos une? Um pacto pela vida, um pacto para salvar vidas. Seguir a ciência é o que nos une. Ao seguir a ciência, temos compromisso com o Plano Nacional de Imunização", afirmou.

O governador do Piauí encara a solenidade desta quarta como um momento histórico, pois, conforme recorda, sua gestão "fez de tudo para suprir a falta de vacinas" causada por falhas na coordenação nacional. Ele destaca que, embora os estados tenham adquirido a vacina diretamente com o Instituto, é preciso cobrar a manutenção do contrato do Ministério da Saúde com o Butantan e a aquisição de imunizantes de outros fabricantes.

Para Helder Barbalho, a solenidade desta terça-feira foi "mais um passo da união de esforços a favor da vida, da proteção dos brasileiros". O governador do Pará acredita que a vacina é "a única alternativa para que possamos nos proteger e virar a página deste momento tão dramático da história mundial". Ele destacou que "em face da grandiosidade da pandemia", não se deve esperar pelo governo federal e pela iniciativa privada. "Hoje é um dia histórico em que o Pará e os demais estados fazem aquisição direta de vacina para acelerar a imunização".

Doses recolhidas

Devido ao envasamento de mais de 12 milhões de doses da Coronavac em fábrica não autorizada pela Anvisa, a Agência, que já havia determinado a interdição dos imunizantes no início de setembro, determinou, nesta quarta-feira, seu recolhimento. Segundo o governador João Doria, o estado de São Paulo já havia orientado nesse sentido. De acordo com ele, isso não significa que estão proibidas de serem utilizadas ou que serão destruídas, mas sim, que a gestão aguarda a inspeção da nova fábrica, em Pequim, na China, onde foi feita a produção. 

O presidente do Butantan, Dimas Covas, explicou que a qualidade dos lotes não está comprometida, e sim, que "o que se discute é o procedimento", pois as vacinas foram produzidas em uma nova fábrica, não inspecionada pela Anvisa.

Butanvac

Dimas Covas também informou que foi publicado, na Indonésia, o estudo da fase 1 com uma vacina correspondente à Butanvac, produzida pelo Instituto. Associado com o estudo brasileiro dessa mesma fase, será possível partir para a fase 2, que é de aplicação da vacina. Dimas destacou que a Butanvac é mais barata e que os estudos apontam que sua imunogenicidade é superior a das outras vacinas que estão sendo utilizadas.

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Comentários: 2

Roberto Salgado em Quarta, 22 Setembro 2021 17:51

Jogando dinheiro no lixo com uma vacina que só tem eficácia por 4 meses. Vergonhoso

Jogando dinheiro no lixo com uma vacina que só tem eficácia por 4 meses. Vergonhoso
Seu Madruga em Quarta, 22 Setembro 2021 17:53

Eu não tomo essa porcaria chinesa. Esse governador não dá uma dentro, se juntando com esse calça apertada que está mais sujo do que pau de galinheiro, não se reelege para nada. Quem se junta com porco…

Eu não tomo essa porcaria chinesa. Esse governador não dá uma dentro, se juntando com esse calça apertada que está mais sujo do que pau de galinheiro, não se reelege para nada. Quem se junta com porco…
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