Quinta, 13 Junho 2024

Salários de profissionais de hospital em Itapemirim voltam a atrasar

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Prefeitura de Itapemirim

Os pagamentos aos funcionários que atuam no Hospital Materno Infantil Menino Jesus, em Itapemirim, no litoral sul do Estado, voltaram a atrasar. O repasse aos profissionais dos salários referentes a janeiro, que deveria acontecer no quinto dia útil de fevereiro, começou a ocorrer apenas na noite dessa sexta-feira (23). Isso inclui a remuneração de médicos, enfermeiros, técnicos e aqueles que atuam em funções administrativas.

Uma pessoa próxima aos funcionários do hospital, mas que prefere não se identificar por medo de represálias, confirmou o atraso nos pagamentos. Segundo as informações, o atraso ocorreu porque a gestão do prefeito Doutor Antônio (PP) fez o repasse relativo ao mês de janeiro apenas na tarde de sexta.

Atualmente, o Instituto Vida Salus administra a unidade, mas sem um vínculo formal. Isso porque o contrato se encerrou em 31 de dezembro passado, e ainda estão sendo feitos os trâmites para estender a parceria. Há também a expectativa de lançamento de um novo chamamento público em março, direcionado a entidades interessas em assumir a gestão do hospital.

Os problemas na gestão do Hospital Menino Jesus começaram a vir à tona a partir de 13 de novembro de 2023, quando o Instituto Vida Salus foi notificado pela administração municipal de um processo de investigação de supostas irregularidades no fornecimento do serviço, que poderia resultar na rescisão do contrato antes mesmo do encerramento.

Em sessão na Câmara de Itapemirim, no ano passado, a secretária de Saúde, Rafaela Abdon, alegou que as irregularidades incluíam número de atendimentos de exames e da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) abaixo da meta do plano de trabalho; atraso nas compras de medicações; relatórios de prestação de contas atrasados; e problemas em questões sanitárias no setor de hemodiálise, apontados pela Vigilância Sanitária estadual.

Em 24 de novembro, o diretor do hospital, Jefferson Guisso Neves, enviou um ofício à Câmara de Vereadores apontando atrasos constantes nos repasses por parte da gestão do prefeito Doutor Antônio, que durariam, em média, 40 dias. O contrato prevê 12 parcelas mensais de cerca de R$ 2 milhões, num total de pouco mais de R$ 25 milhões.

Algumas semanas depois, em prestação de contas na Câmara, Jefferson não mencionou nem foi questionado sobre o ofício. Na ocasião, ele apenas afirmou que os questionamentos sobre supostas irregularidades tinham sido respondidos e que os pagamentos do hospital estavam em dia, contradizendo o seu próprio ofício.

No início de janeiro, a gestão municipal repassou as últimas parcelas do contrato com o Instituto Vida Salus, possibilitando quitar as pendências com os médicos, relativas aos salários de novembro e dezembro de 2023. Havia, a possibilidade de paralisação nos serviços, caso os pagamentos não fossem feitos.

Século Diário entrou em contato com o Sindicato dos Servidores Municipais de Itapemirim (Sindiserv), mas foi informado de que nenhum servidor sindicalizado procurou a entidade, pelo fato de a gestão do hospital ser terceirizada. Também tentamos contato com outras organizações representativas de trabalhadores da área da saúde, mas sem sucesso.

A Prefeitura de Itapemirim não deu retorno ao contato do jornal até o fechamento desta reportagem.

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