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Nos novos capítulos da polêmica do aumento salarial dos vereadores de Vitória, registrados nesta quarta-feira (7), voltou a aparecer o nome do secretário de Governo, Aridelmo Teixeira (Novo), responsável pela articulação política entre a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o legislativo. Os discursos de aliados, agora, deixam claro o que era óbvio: o prefeito apoiava o projeto, mas acabou dando uma rasteira na Câmara, sem sequer avisar, para não sofrer desgaste à imagem. Aridelmo foi citado pelo presidente da Casa, Leandro Piquet (Republicanos), e Anderson Goggi (PP), que apontaram participação ativa do secretário nas movimentações, inclusive com ligações para pedir votos favoráveis aos vereadores da base. Mobilização em desacordo com o veto enviado posteriormente ao legislativo, já aos 45 minutos do segundo tempo, que explodiu feito bomba. "O secretário de Governo não está levando adiante o posicionamento do prefeito? O que está acontecendo?", questionou Piquet. "Aridelmo nos ajudou nessa articulação, teve diálogo, pedi orientação", reiterou Goggi. Os dois também miraram no prefeito: "Está faltando articulação, alinhamento e diálogo", pontuou o presidente, defendendo um "novo momento", de uma Câmara "autônoma, atuante e forte", enquanto Goggi disparou: "o executivo quer dar um tapa na cara deste parlamento", "não tenho medo de falar a verdade, não!", chamando à responsabilidade, ainda, os vereadores que aprovaram a matéria: "Vocês já estão matriculados no aumento. Vamos ser submissos ou independentes?". O final da história foi novamente adiado, para a semana que vem. Mas o tom público, que vinha poupando Pazolini, já não é o mesmo. Cenário suficiente para derrubar o veto? Apostas na mesa!

Sintomático
Merecem atenção, na análise do veto, as posturas dos vereadores que votaram a favor do aumento. Anota aí: Goggi, Aloísio Varejão (PSB), Chico Hosken (Podemos), Dalto Neves (PDT), Duda Brasil (UB), Karla Coser (PT), Luiz Paulo Amorim (SD) e Maurício Leite (Cidadania).

Sintomático II
Para manter a coerência, têm que derrubar o veto do prefeito. O líder do Governo, que está na lista, já relatou pela manutenção da decisão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nessa segunda-feira, sendo acompanhado por outro nome da lista, Maurício Leite.

Bloco do não
Os contrários ao aumento foram André Brandino (PSC), André Moreira (Psol), Davi Esmael (PSD), Leonardo Monjardim (Patri) e Vinicius Simões (Cidadania). Luiz Emanuel não estava presente e Piquet não vota, mas já manifestou inúmeras vezes que não é a favor do projeto. O reajuste, válido a partir de 2025, é de quase 100%, passando os salários de R$ 8,9 mil para R$ 17,6 mil.

Escolhido
A propósito, vale lembrar que, há pouco tempo, o mesmo Goggi, que agora dispara contra o veto e convoca os colegas de plenário a derrubá-lo, foi convidado pelo prefeito para assumir a secretaria municipal de Cultura. Na ocasião, pegavam fogo os burburinhos envolvendo os ruídos na aliança entre seu partido, o PP, e o governo Renato Casagrande (PSB). Goggi negou a empreitada.

'Muito graves'
É ele também o presidente da Comissão de Cultura, que recebeu denúncias do vereador André Moreira (Psol) sobre a pasta comandada por Luciano Gagno em Vitória. Dia desses, André cobrou o andamento da questão, e Goggi disse que foram apresentadas "robustas provas, muito graves, mesmo" e, portanto, precisa "ter cautela e apurar" antes de colocar em pauta.

Segue...
O vereador do Psol vem investigando os contratos da Secretaria de Cultura, alvo de denúncias também de entidades sociais. Ele já acionou o Tribunal de Contas (TCE) nesse sentido. Como tratei aqui, na ocasião do convite, era esse vespeiro que o prefeito queria entregar na mão de Goggi em ano pré-eleitoral.

Marca
O vereador, aliás, instituiu um jargão no plenário da Câmara de Vitória. Assunto sério, debate, discurso, seja lá o que for, toda hora ele solta: "pega a visão".

Tudo resolvido
Enquanto isso, na Serra, o aumento, aprovado depois de Vitória, já virou lei. Os salários saltarão dos atuais R$ 9,2 mil para R$ 17,6 mil a partir de 2025. Ao contrário de Pazolini, o prefeito Sérgio Vidigal (PDT), deixou, de fato, a decisão com a Câmara. Ele não se posicionou no prazo e foi concretizada a sanção tática.

Nas redes
"O pedido de vistas feito pelo ministro André Mendonça no julgamento do marco temporal é uma clara manobra para adiar a decisão tão aguardada no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa atitude mostra falta de compromisso com a questão indígena e coloca em xeque a garantia dos direitos dos povos originários (...). Iriny Lopes, deputada estadual pelo PT.

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